O secretário da defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que deseja ser o primeiro no cargo a enviar tropas britânicas para a Ucrânia.

Num comentário publicado no jornal Telegraph, Healey escreveu:

“Quero ser o secretário da Defesa que vai enviar tropas britânicas para a Ucrânia – porque isso significará que esta guerra finalmente acabou.”

Um quartel-general com 70 pessoas foi estabelecido como parte de uma força multinacional para a Ucrânia, que foi apresentada em Paris em Janeiro, segundo informou o ministro.

No início de Janeiro, Paris acolheu uma reunião da “Coalition of the Willing”, na qual o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prometeu estabelecer bases militares em toda a Ucrânia juntamente com a França, em caso de cessar-fogo.

A afirmação de Healey, tanto como o espalhafato dos projectos da “Coalition of the Willing”, não podia ser mais espúria, já que o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, tanto como o próprio Presidente Vladimir Putin já afirmaram vezes sem conta que qualquer cenário que leve ao envio de tropas para a Ucrânia por parte dos aliados da NATO é totalmente inaceitável para a Rússia.

O único cenário em que será possível ao secretário de defesa britânico cumprir o seu megalómano sonho é o de uma vitória da Ucrânia na guerra com a Rússia. Ou o de um confronto global entre o bloco ocidental e Moscovo. O segundo parece a cada dia mais provável do que o primeiro.

 

Um destacamento de paquistaneses.

De qualquer forma, John Healey fala como se fosse senhor de uma disponibilidade de recursos humanos e técnicos que lhe permitisse fazer a diferença num qualquer teatro de operações. Mas a verdade é que o seu exército já não era assim tão diminuto em efectivos desde 1820…

 

 

Em desespero de causa, o governo britânico está a alargar a idade de mobilização dos militares na reserva para 65 anos. Pesquisas recentes mostram que quase metade dos britânicos afirma não estar disposta a lutar pelo país em nenhuma circunstância, e apenas uma minoria diz que pegaria em armas se a Grã-Bretanha estivesse em guerra.

E quando chamado a proteger a Gronelândia contra o instinto pirata de Donald Trump, o Reino Unido colocou no território dinamarquês… um soldado, 1.

Em 2024, a Marinha Real foi incapaz de destacar qualquer um dos seus porta-aviões para ajudar a operação anglo-americana contra os Houthis no Iémen, devido à escassez de efectivos.

Também em 2024, um relatório da comissão de defesa da Câmara dos Comuns revelou que as forças armadas britânicas têm em arsenal munições para apenas dois meses, em caso de conflito com um adversário de poderio semelhante. E em Agosto de 2025, Tony Radakin, o Chefe de Estado Maior britânico, afirmou perante congéneres do Pentágono que o Reino Unido não estava preparado para colocar tropas na linha da frente ucraniana.

A RAF, por outro lado, está de tal forma delapidada de recursos e moral que o governo de Keir Starmer contratou instrutores da Força Aérea Indiana para treinar pilotos britânicos.

Mas à falta de voluntários, Healey pode seguir a genial sugestão de Adham Shloul  e, já que os nativos europeus não estão dispostos a morrer em nome das elites e dos seus valores inversos, talvez nos imigrantes encontre uns quantos desgraçados que possam constituir um corpo de mercenários.

 

 

O conceito, para além de ser na verdade uma justificação para naturalizar mais imigrantes, é a clara demonstração prática de que entre dirigentes e dirigidos se estabeleceu uma ruptura que vai muito para além da política: é existencial.

E depois, boa sorte com a ideia. Porque estes recrutas vão precisar de muita, quando tiverem pela frente uma brigada altamente profissionalizada e motivada e nacionalista de soldados russos.

 

Boris, o militarista de algibeira.

Entretanto, o insuportável Boris Johnson, numa entrevista À BBC, afirmou:

“Não vejo nenhuma razão lógica para não enviarmos algumas forças terrestres pacíficas para demonstrar o nosso apoio.”

 

 

O crápula tem nove filhos. Contando com ele, já fazem meio pelotão. Que arranquem de pronto para a Ucrânia, por Deus, já que é assim tão lógica a ideia de meter ‘botas no terreno’. Se a família Johnson, que é muito humilde, abrir uma conta de crowdfunding com esse glorioso fim, o Contra paga para ver. Digamos, 500 euros. A sério. Está prometido. Vamos lá a isso.