O Departamento de Estado dos EUA endossou as medidas do governo britânico de ceder o Território Britânico do Oceano Índico (Ilhas Chagos) às Maurícias, um aliado da China, apesar de o presidente Donald J. Trump ter anteriormente classificado a medida como um “acto de grande estupidez”.
Uma das ilhas, Diego Garcia, alberga uma base militar estratégica anglo-americana, e embora o governo britânico pretenda pagar somas avultadas às Maurícias para continuar a arrendá-la, este acordo poderá ser prejudicado se as Maurícias arrendarem uma ilha vizinha à China ou alterarem o contrato de alguma outra forma, após o estabelecimento da soberania.
“Os Estados Unidos apoiam a decisão do Reino Unido de avançar com o acordo com as Maurícias relativo ao arquipélago de Chagos”, afirmou o Departamento de Estado em comunicado, anunciando que “De 23 a 25 de Fevereiro, os Estados Unidos e as Maurícias irão realizar discussões em Port Louis, lideradas pelo Gabinete de Assuntos Político-Militares do Departamento de Estado, com a participação de várias agências governamentais norte-americanas”.
No mês passado, o presidente Donald J. Trump afirmou que o primeiro-ministro Sir Keir Starmer “ceder terras extremamente importantes é um acto de GRANDE ESTUPIDEZ”, bem como um “acto de total fraqueza” que encorajaria a Rússia e a China.
As circunstâncias que envolvem a transferência de Chagos são bizarras e humilhantes, com a Grã-Bretanha a abdicar do seu território e a pagar para continuar a ter acesso à sua base militar a uma nação que está comercial e diplomaticamente mais próxima da China do que do Reino Unido.
O negociador do primeiro-ministro Starmer para Chagos, o procurador-geral Richard Hermer, é conhecido pelo seu ódio relativamente ao legado do Império Britânico e apoia reparações, tendo trabalhado ao lado de Philippe Sands, um advogado britânico que assistia as ilhas Maurícias nas suas reivindicações, durante dez anos. Sands é também amigo pessoal de Starmer.
As Maurícias ficam a mais de 1.600 quilómetros de Chagos, território que não possui população mauriciana, sendo que os chagossianos se opõem quase unanimemente à transferência das ilhas para as Maurícias.
Para aumentar a confusão, saíram notícias posteriores de que o Reino Unido tinha recuado no acordo, por pressão da Casa Branca, só para que dias depois o governo de Keir Starmer reiterasse a sua intenção de alienar o território.
No entretanto, o Reino Unido bloqueou o acesso das forças do Pentágono que combatem no Golfo à base aérea de Diego Garcia.
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