O Ministro da Defesa do regime Netanyahu, Israel Katz, anunciou que o país pretende assumir o controlo de uma extensa “zona de segurança” no sul do Líbano, como parte das suas operações militares mais amplas contra o Hezbollah. O perímetro estende-se até ao rio Litani, localizado aproximadamente 30 quilómetros a norte da fronteira entre o Líbano e Israel.

Katz confirmou que os residentes forçados a fugir da região continuarão impedidos de regressar até que a segurança total das comunidades do norte de Israel possa ser garantida. Entretanto, o exército israelita já demoliu cinco pontes que o Hezbollah alegadamente utilizava para transportar efectivos e equipamento.

O recente aumento das hostilidades no Líbano decorre do lançamento de rockets do Hezbollah contra o norte de Israel, em resposta à Operação Epstein Fury, uma missão conjunta EUA-Israel contra o regime iraniano. Israel está também a conduzir operações no Líbano, apesar de o Governo libanês se ter mobilizado para banir o Hezbollah logo no início da guerra com o Irão.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que os combates em curso já causaram mais de mil mortes no país, incluindo pelo menos 118 crianças e 40 profissionais de saúde. Com mais de um milhão de civis deslocados das suas casas, os analistas manifestam preocupação crescente com o potencial de uma grave crise humanitária ou migratória se desenvolver em breve.

Katz realçou que as tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) estão a avançar em território libanês especificamente para eliminar as redes terroristas e construir um perímetro defensivo permanente. Mas esse não será certamente o único motivo.

Já em Outubro de 2024, o governo israelita tinha declarado que iria lançar uma invasão “limitada” do sul do Líbano, numa operação que, na altura, tinha um objectivo claro: provocar uma reacção do Irão. Agora que o Irão já foi provocado, o regime sionista está a aproveitar o caos no golfo Pérsico para cumprir os seus propósitos expansionistas.