A guerra com o Irão desencadeou aquilo a que Fatih Birol, director executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), chama a mais grave interrupção no fornecimento de energia de que há registo. Birol alertou também que a recuperação das infraestruturas e a retoma do fornecimento normal de petróleo e gás do Golfo Pérsico podem demorar seis meses ou mais.

O executivo da AIE, uma voz importante em questões de estabilidade energética global, descreveu a situação como “a maior ameaça à segurança energética global da história”. A interrupção cortou cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás – aproximadamente o dobro da quantidade que a Europa perdeu devido à redução do fluxo russo em 2022.

Esta crise ultrapassa a escala dos choques petrolíferos da década de 1970, que desencadearam recessões generalizadas e restrições ao consumo de combustível. Os ataques com mísseis de Israel e do Irão contra instalações críticas, como o campo de gás de South Pars, no Irão, e o complexo de Ras Laffan, no Qatar, fizeram subir os preços do petróleo para quase 120 dólares por barril.

Birol destacou o longo prazo necessário para a recuperação, referindo que, embora algumas instalações possam reiniciar as suas operações dentro de seis meses, a restauração completa de outras pode demorar consideravelmente mais tempo. É provável que as consequências provoquem grandes mudanças nas estratégias energéticas internacionais, semelhantes às observadas após grandes crises de abastecimento anteriores.

O perito salientou ainda que mais de 40% da capacidade actual de energia nuclear surgiu em resposta a interrupções anteriores, juntamente com ganhos na eficiência do combustível automóvel e alterações nos padrões do comércio global.

É por isto mesmo que há neste momento quem diga, com boas razões para isso, que a guerra no Golfo vai servir rapidamente para nos retirar outra vez as liberdades fundamentais e reforçar a agenda 2030.

 

 

Mais umas cinco ou seis semanas de caos no Médio Oriente e vamos ser todos confinados e fascizados e controlados, numa versão das políticas Covid, mas sobre esteroides. É mais que certo e está-se mesmo a ver.

Neste clip, o senhor Clayton Morris, do canal Redacted, subscreve a suspeita.