A Câmara dos Lordes, não eleita, do Reino Unido, acaba de votar a incorporação de disposições extremas sobre o aborto na lei, despenalizando a interrupção da gravidez até ao nascimento. Isto apesar de as sondagens de opinião mostrarem que apenas 1% do público britânico apoia a medida, expondo uma classe dirigente completamente alheia ao povo que afirma servir.

A alteração, que faz parte da Cláusula 208 do Projecto-Lei sobre Crime e Policiamento, afasta a responsabilidade criminal da mulher em relação à sua própria gravidez, em qualquer fase, o que significa que os abortos auto-induzidos — mesmo em fases avançadas da gestação — não acarretam consequências legais.

A alienação em relação ao sentimento popular não podia ser mais evidente. Como relata a GB News:

“Apenas 1% do público concorda com isto… e mesmo assim, agora tornou-se lei.”

 

 

A ex-eurodeputada Annunziata Rees-Mogg reagiu no mesmo programa:

“Isto permite, basicamente, a legalização dos abortos clandestinos.”

O Dr. Rahmeh Aladwan foi igualmente incisivo:

“A Câmara dos Lordes do Reino Unido acaba de legalizar o aborto até ao nascimento. As mulheres podem agora interromper a vida dos seus bebés em qualquer fase, por qualquer motivo, sem consequências legais. Um dia verdadeiramente sombrio para a Grã-Bretanha.”

 

 

A indicação que apenas 1% de cidadãos britânicos concordam com esta abominação resulta de uma sondagem recente da YouGov.

Uma outra sondagem, da Whitestone Insight, mostrou que 67% do público britânico concorda que são necessários limites legais para proteger a vida em casos de aborto, 62% acredita que o aborto deve permanecer ilegal após as 24 semanas, 53% concorda que o aborto não deve ser uma opção se o bebé conseguir sobreviver fora do útero e apenas 5% apoia a permissão do aborto até ao nascimento.

 

 

Às 34 semanas, um bebé está completamente formado e pode sobreviver fora do útero.

Abortar um bebé às 34 semanas é amplamente aceite como assassinato. Os hospitais de toda a Grã-Bretanha lutam com todos os recursos para salvar os bebés prematuros exactamente nesta fase. No entanto, a lei remove agora qualquer consequência criminal por interromper essa mesma vida apenas dias ou horas antes. O duplo critério é grotesco.

 

 

Os membros da Câmara dos Lordes rejeitaram as alterações para manter as penas criminais,  apesar dos alertas dos profissionais médicos e dos grupos pró-vida. O projecto-lei já tinha sido aprovado pela Câmara dos Comuns num processo apressado que os críticos condenaram como um sequestro de legislação não relacionada.

O projecto-lei já tinha sido aprovado pela Câmara dos Comuns em Junho de 2025, com votos dos conservadores e até de deputados do Reform UK.

Uma outra lei que legaliza a eutanásia sem estipular qualquer salvaguarda de protecção para aqueles que podem ser coagidos ao suicídio, passou no parlamento 48 horas depois.

Esta é mais uma vitória da distópica elite britânica – e do seu culto da morte – sobre a vontade das massas.