A Câmara dos Lordes, não eleita, do Reino Unido, acaba de votar a incorporação de disposições extremas sobre o aborto na lei, despenalizando a interrupção da gravidez até ao nascimento. Isto apesar de as sondagens de opinião mostrarem que apenas 1% do público britânico apoia a medida, expondo uma classe dirigente completamente alheia ao povo que afirma servir.
A alteração, que faz parte da Cláusula 208 do Projecto-Lei sobre Crime e Policiamento, afasta a responsabilidade criminal da mulher em relação à sua própria gravidez, em qualquer fase, o que significa que os abortos auto-induzidos — mesmo em fases avançadas da gestação — não acarretam consequências legais.
A alienação em relação ao sentimento popular não podia ser mais evidente. Como relata a GB News:
“Apenas 1% do público concorda com isto… e mesmo assim, agora tornou-se lei.”
‘Just 1% of the public agree with this… and yet it has now made it into law.’@miriam_cates and @toryboypierce rail against peers in the House of Lords backing abortions up until birth. pic.twitter.com/C2ZG1fwlXP
— GB News (@GBNEWS) March 19, 2026
A ex-eurodeputada Annunziata Rees-Mogg reagiu no mesmo programa:
“Isto permite, basicamente, a legalização dos abortos clandestinos.”
O Dr. Rahmeh Aladwan foi igualmente incisivo:
“A Câmara dos Lordes do Reino Unido acaba de legalizar o aborto até ao nascimento. As mulheres podem agora interromper a vida dos seus bebés em qualquer fase, por qualquer motivo, sem consequências legais. Um dia verdadeiramente sombrio para a Grã-Bretanha.”
The UK House of Lords has just legalised abortion up to birth.
Women can now end the life of their unborn baby at any stage, for any reason, without legal consequences.
A truly dark day for Britain. pic.twitter.com/4gDijTVURX
— Dr Rahmeh Aladwan (@doctor_rahmeh) March 19, 2026
A indicação que apenas 1% de cidadãos britânicos concordam com esta abominação resulta de uma sondagem recente da YouGov.
Uma outra sondagem, da Whitestone Insight, mostrou que 67% do público britânico concorda que são necessários limites legais para proteger a vida em casos de aborto, 62% acredita que o aborto deve permanecer ilegal após as 24 semanas, 53% concorda que o aborto não deve ser uma opção se o bebé conseguir sobreviver fora do útero e apenas 5% apoia a permissão do aborto até ao nascimento.
Abortion up to birth has been legalised, an unspeakable evil. A YouGov poll found only 1% support.
A Whitestone Insight poll:
67% of the British public agreed that legal boundaries are necessary for protecting life in abortion cases
62% believed that abortion should remain… https://t.co/SAZwTtdtgK— David Atherton (@DaveAtherton20) March 19, 2026
Às 34 semanas, um bebé está completamente formado e pode sobreviver fora do útero.
Abortar um bebé às 34 semanas é amplamente aceite como assassinato. Os hospitais de toda a Grã-Bretanha lutam com todos os recursos para salvar os bebés prematuros exactamente nesta fase. No entanto, a lei remove agora qualquer consequência criminal por interromper essa mesma vida apenas dias ou horas antes. O duplo critério é grotesco.
This is what a 34-week-old baby looks like outside the womb.
in the UK, we’ve just moved towards allowing that same life to be ended at this stage.
We celebrate premature babies fighting to live… but accept ending that same life before birth?
This is Murder, pure and simple! pic.twitter.com/5TAqhQgDLz
— Benonwine (@benonwine) March 19, 2026
Os membros da Câmara dos Lordes rejeitaram as alterações para manter as penas criminais, apesar dos alertas dos profissionais médicos e dos grupos pró-vida. O projecto-lei já tinha sido aprovado pela Câmara dos Comuns num processo apressado que os críticos condenaram como um sequestro de legislação não relacionada.
O projecto-lei já tinha sido aprovado pela Câmara dos Comuns em Junho de 2025, com votos dos conservadores e até de deputados do Reform UK.
Uma outra lei que legaliza a eutanásia sem estipular qualquer salvaguarda de protecção para aqueles que podem ser coagidos ao suicídio, passou no parlamento 48 horas depois.
Esta é mais uma vitória da distópica elite britânica – e do seu culto da morte – sobre a vontade das massas.
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