De acordo com novos dados, a maioria dos estudantes universitários americanos apresenta-se publicamente como tendo opiniões políticas mais progressistas do que aquelas que realmente alimentam, de forma a obterem vantagens sociais e académicas. O inquérito, realizado por Kevin Waldman e Forest Romm com a psychFORM, incluiu entrevistas confidenciais com 1.452 estudantes de licenciatura das Universidades de Northwestern e do Michigan, entre 2023 e 2025.
O estudo apurou que 88% dos estudantes universitários inquiridos responderam afirmativamente à questão:
“Alguma vez fingiu ter opiniões mais progressistas do que acreditava ser social ou academicamente aceitável?”.
Além disso, 82% dos alunos afirmaram ter entregue trabalhos que distorciam as suas verdadeiras crenças para se alinharem com o que percepcionavam como ideologias aprovadas pelo estabelecimento académico.
Enquanto isso, 80% dos estudantes referiram ter recebido feedback negativo sobre trabalhos que desafiavam estas visões estabelecidas. Um número expressivo de 72% dos participantes afirmou que as discordâncias fundamentadas relativamente a visões progressistas não são tratadas equitativamente.
Temas como a identidade de género, as crenças políticas e os valores familiares estiveram entre os mais auto-censurados, com 78%, 72% e 68% dos estudantes, respectivamente, a admitirem evitar discussões abertas sobre estes temas. Além disso, quando questionados sobre a sua posição relativamente a se “a identidade de género deveria prevalecer sobre o sexo biológico no desporto, na saúde ou nos documentos legais”, 77% discordaram, mas 91% dos que discordaram disseram que não expressariam essa opinião publicamente.
Os resultados também destacaram preocupações dos estudantes com a sua reputação, com 81% dos estudantes a concordar que “o silêncio é mais seguro quando não se tem a certeza de como as opiniões serão recebidas” e 74% a reconhecer que expressar opiniões moderadas poderia prejudicar a sua reputação. Mesmo entre amigos próximos, 73% evitam partilhar os seus valores e quase metade referiu ocultar as suas crenças nas relações íntimas.
E se o leitor pensa que isto acontece apenas na América, pense só nisto: hoje em dia, em Portugal, até a Universidade Católica doutrina activamente políticas e valores de esquerda e os jovens dirigentes associativos ligados a partidos como o PSD recusam identificar-se politicamente como “de direita” (facto testemunhado pelo redactor).
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