24 horas depois de Donald Trump propor um cessar-fogo aos iranianos e três dias depois de parecer inclinado a baixar a intensidade das hostilidades no Golfo, o Pentágono anunciou o envio de 3.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada para o Médio Oriente.
Apesar das declarações do presidente norte-americano, que valem o que valem e são diametralmente diferentes de cada vez que abre a boca, a verdade é que esta medida surge em plena escalada de tensões e relatos de possíveis operações militares contra alvos iranianos, como a ilha iraniana de Kharg, que serve como um centro crucial para as exportações de petróleo iraniano, albergando extensas instalações portuárias e de armazenamento de petróleo.
De facto, o Departamento de Guerra do Regime Epstein enviou três navios de guerra adicionais e aproximadamente 2.500 fuzileiros navais americanos (marines) para o Médio Oriente, no segundo destacamento de tropas anunciado no espaço de uma semana. Este último destacamento inclui o grupo anfíbio de prontidão USS Boxer e elementos da 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, provavelmente com o objectivo de reforçar os ataques militares conjuntos entre os EUA e Israel contra a República Islâmica do Irão.
Na segunda semana de Março, o Pentágono já tinha mobilizado 2.200 fuzileiros, vários navios de guerra e uma esquadrilha de F-35, sediados no Japão, para a área de operações do Comando Central dos EUA (CENTCOM) no Médio Oriente.
Apesar dos novos destacamentos de fuzileiros e do reposicionamento de navios de guerra, o presidente norte-americano insistiu na quinta-feira passada que não pretende, neste momento, enviar tropas para o território do Irão, declarando à imprensa:
“Não, não vou enviar tropas para lado nenhum. Se fosse esse o caso, certamente não vos diria.”
Mas é claro que ninguém acredita numa palavra que este homem possa proferir e um porta-voz do alto comando militar do Irão declarou a propósito da mobilização de tropas americanas:
“As nossas forças armadas lutarão até à vitória completa contra os EUA e Israel”.
Os dois alexandres do The Durant discutem neste vídeo a mobilização de tropas americanas, a falácia das “negociações com o Irão”, o carácter ambivalente da filosofia de comunicação da Casa Branca, tanto como a sua ímpia política diplomática.
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