Numa reunião privada, James Blair, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, incentivou os republicanos da Câmara a ajustarem a forma como discutem a imigração, sugerindo que abandonassem o discurso das “deportações em massa” e restringissem os esforços do governo à deportação apenas de ilegais condenados por crimes cometidos nos EUA ou considerados perigosos por fazerem parte de organizações criminosas, como gangues e redes de tráfico de droga.
Isto apesar de o Presidente norte-americano Donald J. Trump ter feito campanha com a promessa de deportar todos os imigrantes ilegais. Blair terá partilhado estas ideias numa discussão sobre políticas públicas durante o retiro anual dos republicanos da Câmara dos Representantes, realizado em Doral, na Florida.
O próprio apparatchik pareceu confirmar implicitamente estes relatos numa publicação nas redes sociais na terça-feira, sublinhando que “os republicanos querem continuar a deportar os imigrantes ilegais violentos/criminosos” e “os republicanos vão expulsar os criminosos violentos” — omitindo, claramente, qualquer menção à remoção de imigrantes ilegais que ainda não foram condenados por um crime violento.
It’s very simple:
Republicans want to keep deporting the violent/criminal illegals that Joe Biden & the Democrats in Congress let in.
Democrats want to shield them from deportation, which is why they unanimously support sanctuary cities.
Republicans will get the violent…
— James Blair (@JamesBlairUSA) March 10, 2026
A alteração na política migratória da Casa Branca surge após o abandono de uma grande operação de fiscalização da imigração no Minnesota, que ocorreu na sequência de revelações de fraude em grande escala envolvendo somalis naquele estado (de que resultaram zero detenções). A administração recuou depois de dois activistas anti-ICE terem sido mortos por agentes federais do ICE.
A mudança está a gerar fortes críticas por parte de muitos apoiantes da base MAGA, alguns dos quais já estavam descontentes com a adopção de uma política externa neoconservadora por parte do governo, com o início da guerra em curso no Irão. “Votei contra novas guerras e deportações em massa. Porque estamos a travar as deportações em massa e a iniciar uma nova guerra?”, questionou Caroline Sunshine, que serviu como directora adjunta de comunicação da campanha de Trump em 2024.
I voted for no new wars & mass deportations. Why are we stopping the mass deportations and starting a new war? https://t.co/BHQs6EHZVy
— Caroline Sunshine (@CSUNSHINE) March 10, 2026
Outras, muitas, traições descaradas.
Mas não é só em relação às guerra eternas e às deportações que o regime Trump está a conformar-se com a filosofia globalista. Depois de em 2025 ter duplicado os vistos para estudantes chineses, Donald Trump parece agora disposto à mesma política de Joe Biden em relação ao Afeganistão, preparando-se para acolher nos EUA os refugiados do caos que criou no Irão:
The decisions keep getting dumber & dumber. https://t.co/w6okkcCDYS
— Robert Barnes (@barnes_law) March 6, 2026
Pior ainda: contra todas as expectativas do seu eleitorado e à flagrante revelia do que prometeu em campanha, a Casa Branca vai consagrar a mudança de sexo em menores, desde que seja consentida pelos pais.
Trump supports sexual mutilation of minors if their parents approve it
It’s over. pic.twitter.com/yaB51IbLEo
— 𝐀𝐍𝐓𝐔𝐍𝐄𝐒 (@Antunes1) October 16, 2024
A todas estas traições aberrantes ao seu mandato eleitoral, o regime Trump adicionou o facto de se ter transformado, num ano apenas, no regime Epstein – corrupto, opaco e satânico, sendo que o seu Departamento de Justiça continua a apresentar resultados zero em várias frentes:
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