Numa acção de geoengenharia que está a causar justificado alarme, investigadores da Instituição Oceanográfica Woods Hole despejaram 65 mil litros de hidróxido de sódio no Golfo do Maine, defendendo a experiência insana como “um passo para combater as alterações climáticas.”
A experiência terá por certo feitos desconhecidos na vida marinha, e muitos temem que esta seja uma tentativa de manipulação que pode ter consequências negativas.
O teste, denominado projeto LOC-NESS, decorreu na costa de Massachusetts, no passado mês de Agosto. Os responsáveis defendem que aumentar a alcalinidade oceânica poderia absorver mais CO2 da atmosfera.
No entanto, enquanto as agendas globalistas impulsionam estas soluções não comprovadas, os cépticos (e todas as pessoas com um vestígio de bom senso) vêem-nas como uma tentativa grosseira de controlo sobre a natureza, sem o consentimento público.
Para melhor considerar a natureza aberrante do projeto LOC-NESS, basta pensar que o hidróxido de sódio que largaram no mar é vulgarmente conhecido por soda cáustica.
Stop this now!!
Every single time arrogant men mess with nature it’s a natural disaster
Scientists pump tonnes of chemicals into ocean to stop global warming https://t.co/PXEVDsaug6
— Liz Williams (@Liz4Littletons) March 10, 2026
Durante quatro dias, a equipa despejou nas águas o composto químico alcalino, marcado com corante para rastreio, a 80 quilómetros da costa de Boston.
O investigador principal Adam Subhas, do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, afirmou sobre a tresloucada iniciativa que liderou:
“Estes resultados iniciais demonstram que as implementações de OAE em pequena escala podem ser concebidas, rastreadas e monitorizadas com alta precisão. Precisamos de investigação independente e transparente para determinar quais as soluções que podem funcionar.”
O método, conhecido como Aprimoramento da Alcalinidade Oceânica (OAE, na sigla em inglês), visa imitar e acelerar a absorção natural de CO2 pelos oceanos. Sem que se saiba sequer o que esse processo, gerado artificialmente, pode significar para o equilíbrio ecossistémico do oceano e a relação que mantém com as temperaturas atmosféricas.
Como detalhado no documento, os oceanos já retêm cerca de 38 triliões de toneladas de CO2 sob a forma de bicarbonato de sódio dissolvido. Ao redefinir o pH com hidróxido de sódio, os cientistas elevaram-no de 7,95 para 8,3 — correspondendo alegadamente aos níveis pré-industriais — e mediram a entrada imediata de 10 toneladas de carbono na água. Na melhor das hipóteses, estima-se que o depósito possa absorver cerca de 50 toneladas de carbono por ano, o equivalente às emissões anuais de cinco cidadãos médios.
Trata-se de uma gota no oceano comparado com as emissões industriais, claro, e não resolve a hipocrisia dos governos que pregam a redução das emissões enquanto financiam estas intervenções químicas.
Os críticos não estão convencidos. Gareth Cunningham, Diretor de Conservação e Políticas da Sociedade de Conservação Marinha, disse ao Daily Mail:
“Estas abordagens exigem muitos recursos e os seus impactos ecológicos ainda são pouco compreendidos. O aumento da alcalinidade oceânica é uma solução paliativa que não aborda os comportamentos que impulsionam as alterações climáticas e a acidificação dos oceanos”.
A experiência não encontrou impactos negativos no plâncton, nos peixes e nas larvas de lagosta, de acordo com a estudante de doutoramento Rachel Davitt, da Universidade de Rutgers, que ajudou a liderar a avaliação ecológica:
“Com base nos dados de impacto biológico e ecológico que recolhemos e analisámos até à data, não houve impacto significativo do ensaio de campo LOC-NESS na comunidade biológica, segundo as métricas que utilizámos”.
Mas os efeitos sobre muitas espécies de peixes adultos não foram sequer avaliados, deixando uma lacuna gritante numa região vital para a pesca da lagosta, do bacalhau e da arinca.
Esta não é a primeira vez que se tentam ajustes na alcalinidade — os rios escandinavos receberam cal em grandes quantidades na década de 1980 para combater a chuva ácida, revitalizando as populações de salmão. No entanto, alargar o OAE significaria despejar anualmente milhares de milhões de toneladas de produtos químicos, libertando elementos metálicos que poderiam envenenar os ecossistemas.
Estudos recentes alertam para os riscos para o crescimento, metabolismo e biodiversidade das espécies, enquanto a alcalinidade excessiva pode prejudicar as ervas marinhas, cruciais para os habitats oceânicos.
Este despejo de químicos no oceano ocorre no contexto da crescente indústria da geoengenharia fundamentada no combate às “alterações climáticas” alegadamente criadas pela actividade humana, mas também por um aumento da resistência a esses projectos que são verdadeiros processos de aprendizagem de feitiçaria.
A Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos iniciou em 2025 uma investigação sobre a actividade da Make Sunsets, uma startup acusada de despejar toneladas de dióxido de enxofre na atmosfera, que vende como “créditos de arrefecimento”.
Um projecto-lei apresentado nos EUA no mês passado visa proibir completamente as actividades de geoengenharia em todo o país. O projeto de lei H.R. 7452, da autoria do deputado Greg Steube (republicano da Florida), criminalizaria a dispersão atmosférica de agentes químicos ou biológicos para modificação climática, incluindo geoengenharia, sementeira de nuvens e gestão da radiação solar.
Esta legislação define a modificação climática de forma ampla como “qualquer injecção, libertação, emissão ou dispersão de uma substância química, um agente biológico ou um poluente atmosférico na atmosfera” que altere o clima ou a luz solar. Os infractores podem enfrentar multas até 100.000 dólares e cinco anos de prisão por delito. A lei revoga, inclusivamente, as autorizações federais existentes para tais programas e proíbe a investigação financiada pelo governo federal que seja dedicada a este género de actividades.
Os defensores do projecto-lei apontam para operações secretas já em curso, dado que um relatório da Casa Branca de 2023 admitiu que os EUA “conduzem ou financiam pesquisas limitadas sobre a modificação da radiação solar”. Com os jactos comerciais a contribuírem para os persistentes rastos de condensação observados por todo o hemisfério ocidental — como admitido por RFK Jr., secretário do departamento de Saúde e Serviços Humanos da administração Trump — a pressão para as proibições realça a forma como estas experiências escapam à responsabilização.
Os críticos das Operações OAE fazem eco das preocupações do projecto-lei: estas acções não resolvem as emissões, mas acrescentam resíduos que podem devastar a vida marinha. Como observou Cunningham, a restauração de habitats naturais como as pradarias marinhas e os recifes de moluscos oferece uma “solução mais sustentável, ajudando a neutralizar a acidificação, melhorando a qualidade da água, protegendo a linha de costa e apoiando a vida marinha”.
Estratégias de geoengenharia mais abrangentes, desde a reflorestação em desertos à ressurgência artificial de águas oceânicas e à fertilização com ferro, apresentam as suas próprias desvantagens — como o aquecimento não intencional ou as alterações climáticas rápidas caso sejam interrompidas.
A gestão da radiação solar através de aerossóis de sulfato pode arrefecer o planeta, mas permite que o CO2 se acumule sem controlo.
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