O porta-aviões USS Gerald Ford está agora a deixar o serviço activo e o teatro das operações no Médio Oriente, após ter sofrido um grande incêndio, que feriu cerca de 200 marinheiros e destruiu aproximadamente 100 alojamentos. Foram necessárias 30 horas para controlar completamente o incêndio.
O Irão alega ter atingido o navio. Os EUA afirmam que os danos não estão relacionados com o combate.
🚨 BREAKING: The USS Ford is now leaving combat after a a major fire broke out last week injuring ~200 sailors and knocking out about out ~100 bunsleeping quarters.
It took 30 hours to fully control the blaze
Iran claim they struck the aircraft carrier. The U.S. states damage… pic.twitter.com/Tz906e6pef
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) March 18, 2026
O porta-aviões, o mais recente dos Estados Unidos e o maior do mundo, está actualmente no Mar Vermelho. Deverá seguir temporariamente para a Baía de Souda, na ilha grega de Creta, segundo informações do Pentágono.
O navio de guerra está em operação há nove meses, tendo inclusive participado em operações contra a Venezuela nas Caraíbas antes de chegar ao Médio Oriente. A duração do destacamento levantou questões sobre a moral dos marinheiros a bordo e a prontidão do navio de guerra.
Oficiais do navio, que falaram à imprensa sob anonimato, não disseram durante quanto tempo deverá a embarcação permanecer em Creta.
Um dos oficiais disse que quase 200 marinheiros foram tratados por ferimentos relacionados com fumo quando o incêndio começou na lavandaria principal do navio. O incêndio demorou horas a ser controlado e afectou cerca de 100 beliches. Um militar foi retirado do navio de helicóptero devido aos ferimentos.
Após o início do incêndio, os militares norte-americanos disseram que não havia danos no sistema de propulsão do navio e que o porta-aviões estava totalmente operacional.
O porta-aviões USS Geral Ford, com mais de 5.000 marinheiros a bordo, conta com mais de 75 aeronaves militares, incluindo caças como o F-18 Super Hornet. O Ford possui um radar sofisticado que pode auxiliar no controlo do tráfego aéreo e da navegação.
Há suspeitas de que este incêndio poderá ter sido consequência de sabotagem por parte da tripulação, que está em serviço já há muito tempo.
O USS Gerald Ford já tinha tido um problema significativo na semana que antecedeu o início da guerra com o Irão, quando o sistema de esgotos entupiu e os marinheiros se viram obrigados a esperar 45 minutos para utilizar as poucas casas de banho que estavam operacionais.
A circunstância levantou também suspeitas de que se trataria de um acto de sabotagem por parte da tripulação, já que foram encontrados nas canalizações artigos de vestuário, cabos de vassouras e outros objectos que só intencionalmente poderiam ser colocados no sistema.
Por outro lado, também pode ter acontecido que o navio tenha sido alvo de fogo inimigo. O Contra já por várias vezes advertiu que os porta-aviões americanos são alvos fáceis para os sistemas balísticos e os enxames de drones iranianos.
Seja como for, os EUA não se salvam de mais esta humilhação pública. E perdem um elemento chave da sua frota e da sua capacidade de combate, num conflito que, claramente, não está a correr de acordo com as expectativas iniciais da Casa Branca e do Pentágono.
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