Até terça-feira passada, a versão oficial do Pentágono era a de que tinham morrido na guerra contra o Irão sete soldados norte-americanos e oito tinham ficado feridos. Mas entretanto, o Pentágono corrigiu esse fraudulento cálculo, assumindo agora que aproximadamente 140 soldados sofreram ferimentos desde que foi iniciada a Operação Epstein Fury, perdão, Epic Fury, a missão conjunta EUA-Israel contra a República Islâmica do Irão.

 

 

Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, admitiu que

“desde o início da Operação Epic Fury, aproximadamente 140 militares norte-americanos foram feridos ao longo de dez dias de ataques contínuos”.

Parnell realçou que a maioria destes ferimentos não são graves e que 108 soldados já retomaram as suas funções. No entanto, oito indivíduos ainda estão a recuperar de ferimentos graves e a receber tratamento médico. Estas estatísticas de ferimentos surgem juntamente com relatos de sete soldados norte-americanos mortos em combate, incluindo fatalidades resultantes de um ataque a uma base militar dos EUA no Kuwait.

Pete Hegseth, o Secretário da Guerra, revelou planos para intensificar a ofensiva americana contra o Irão, declarando na quarta-feira:

“Hoje será, mais uma vez, o nosso dia de ataques mais intensos no interior do Irão. O maior número de caças, o maior número de bombardeiros, o maior número de ataques. A inteligência está mais refinada e melhor do que nunca”.

Ou seja, mais uns milhares de civis iranianos vão morrer por razão nenhuma.

As hostilidades em curso acarretaram despesas substanciais, tendo o Pentágono alocado aproximadamente 5,6 biliões de dólares para munições apenas nas primeiras 48 horas do conflito.

Há no entanto quem ponha em causa estes números, projectando baixas maiores, dado o estado de alerta de hospitais militares americanos na Europa e no Médio-Oriente e o facto das bases americanas no Golfo terem sido severamente atingidas por misseis iranianos.