Três embarcações comerciais foram atingidas por projécteis não identificados no Estreito de Ormuz, a 11 de Março, de acordo com empresas de segurança marítima, elevando o número de navios alvejados na região para pelo menos 14 desde o início da guerra com o Irão. Os incidentes intensificaram as preocupações com a segurança de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

 

 

Uma das embarcações, a Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, ficou danificada depois de ter sido atingida por dois projécteis. A sua operadora, a Precious Shipping, informou que três tripulantes estão desaparecidos e acredita-se que estejam retidos na casa das máquinas. “A companhia está a trabalhar com as autoridades competentes para resgatar estes três tripulantes desaparecidos”, disse a companhia, acrescentando que o resto da tripulação foi evacuada em segurança para o Omã.

 

 

Um outro navio, o ONE Majesty, de bandeira japonesa, sofreu danos ligeiros após ter sido atingido por um projéctil não identificado, enquanto estava ancorado no Golfo Pérsico. A proprietária da embarcação, a Mitsui O.S.K. Lines, confirmou que todos os tripulantes estão em segurança e que o navio se mantém operacional. As autoridades continuam a investigar a causa do incidente.

Um terceiro navio, o Star Gwyneth, de bandeira das Ilhas Marshall, foi também atingido por um projéctil a noroeste do Dubai. O casco do navio ficou danificado, mas a sua proprietária, a Star Bulk Carriers, informou que nenhum tripulante ficou ferido.

Há notícias de que nos últimos dias, o Irão tem estado a colocar minas no Estreito.

 

 

A Marinha dos EUA recusou pedidos de escolta militar para navios comerciais que transitam pelo estreito, alegando riscos elevados, embora o presidente Donald J. Trump tenha afirmado que os Estados Unidos estavam preparados para fornecer escolta naval, se necessário. O tresloucado e alienado presidente americano chegou ao ponto de acusar as companhias navais de cobardia, já que a passagem no estreito era “totalmente segura”, e mesmo depois dos acontecimentos dos últimos dias continua a afirmar que o Estreito está “em grande forma”.

 

 

O Estreito de Ormuz é uma das vias navegáveis ​​mais importantes do mundo em termos estratégicos, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Uma parcela significativa das exportações globais de petróleo passa por esta estreita passagem, tornando qualquer interrupção do trânsito naval extremamente impactante para os mercados globais de energia.

O conflito em curso já teve repercussões que vão para além do transporte marítimo. O aumento dos custos dos combustíveis, ligado à instabilidade, contribuiu também para a subida dos preços dos fertilizantes, pressionando ainda mais os agricultores de todo o mundo. Entretanto, a infra-estrutura energética regional também foi afectada, incluindo a paralisação de uma importante refinaria de petróleo saudita, após um ataque iraniano.