Três embarcações comerciais foram atingidas por projécteis não identificados no Estreito de Ormuz, a 11 de Março, de acordo com empresas de segurança marítima, elevando o número de navios alvejados na região para pelo menos 14 desde o início da guerra com o Irão. Os incidentes intensificaram as preocupações com a segurança de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.
📸 This is literally how things look like at the Strait of Hormuz.
A real photo (confirmed not AI) from Salalah, Oman.
Source: @MarhelmData pic.twitter.com/ehWVJTVvJX
— Clash Report (@clashreport) March 11, 2026
Uma das embarcações, a Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, ficou danificada depois de ter sido atingida por dois projécteis. A sua operadora, a Precious Shipping, informou que três tripulantes estão desaparecidos e acredita-se que estejam retidos na casa das máquinas. “A companhia está a trabalhar com as autoridades competentes para resgatar estes três tripulantes desaparecidos”, disse a companhia, acrescentando que o resto da tripulação foi evacuada em segurança para o Omã.
At least three cargo vessels were struck by unknown projectiles in the Strait of Hormuz on Wednesday, with one ship catching fire and crews evacuated as maritime authorities launched investigations into the incidents.
Thailand’s navy later identified the vessel as Mayuree Naree,…
— Clash Report (@clashreport) March 11, 2026
Um outro navio, o ONE Majesty, de bandeira japonesa, sofreu danos ligeiros após ter sido atingido por um projéctil não identificado, enquanto estava ancorado no Golfo Pérsico. A proprietária da embarcação, a Mitsui O.S.K. Lines, confirmou que todos os tripulantes estão em segurança e que o navio se mantém operacional. As autoridades continuam a investigar a causa do incidente.
Um terceiro navio, o Star Gwyneth, de bandeira das Ilhas Marshall, foi também atingido por um projéctil a noroeste do Dubai. O casco do navio ficou danificado, mas a sua proprietária, a Star Bulk Carriers, informou que nenhum tripulante ficou ferido.
Há notícias de que nos últimos dias, o Irão tem estado a colocar minas no Estreito.
Iran deployed about a dozen mines in the Strait of Hormuz, two sources familiar with the matter said, in a move likely to complicate reopening the waterway — an important route for shipping oil and liquefied natural gas https://t.co/1k4LGVHFUR
— Reuters (@Reuters) March 11, 2026
A Marinha dos EUA recusou pedidos de escolta militar para navios comerciais que transitam pelo estreito, alegando riscos elevados, embora o presidente Donald J. Trump tenha afirmado que os Estados Unidos estavam preparados para fornecer escolta naval, se necessário. O tresloucado e alienado presidente americano chegou ao ponto de acusar as companhias navais de cobardia, já que a passagem no estreito era “totalmente segura”, e mesmo depois dos acontecimentos dos últimos dias continua a afirmar que o Estreito está “em grande forma”.
BREAKING: Trump orders the US Navy to escort oil tankers through the Strait of Hormuz as needed to ensure the free flow of energy.
— Polymarket (@Polymarket) March 3, 2026
Trump: ”The Straight Of Hormuz Is Safe For Oil Tankers To Pass, We Will Escort Ships If We Have To”
Two Ships after passing The Straight Of Hormuz: pic.twitter.com/BRR26oGejw
— Bricktop_NAFO (@Bricktop_NAFO) March 11, 2026
This administration is a circus 🎪
After Trump said US will provide escort in Strait of Hormuz
US Navy said no escort available 🤣🤣🤣 https://t.co/7pdC5PhO3C— David Lee (@DavidLe76335983) March 4, 2026
Trump told ship captains it was safe to go through the Straight of Hormuz, but he won’t let the Navy escort them because it’s too dangerous.🤦 https://t.co/Q0NwD06egl
— Cuckturd (@CattardSlim) March 11, 2026
🇺🇸🇮🇷 President Trump claims the Strait of Hormuz is “in great shape” and that the US is able to “ride free range” up and down near Iran pic.twitter.com/dwRyq4MDdo
— HOT SPOT (@HotSpotHotSpot) March 12, 2026
O Estreito de Ormuz é uma das vias navegáveis mais importantes do mundo em termos estratégicos, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Uma parcela significativa das exportações globais de petróleo passa por esta estreita passagem, tornando qualquer interrupção do trânsito naval extremamente impactante para os mercados globais de energia.
O conflito em curso já teve repercussões que vão para além do transporte marítimo. O aumento dos custos dos combustíveis, ligado à instabilidade, contribuiu também para a subida dos preços dos fertilizantes, pressionando ainda mais os agricultores de todo o mundo. Entretanto, a infra-estrutura energética regional também foi afectada, incluindo a paralisação de uma importante refinaria de petróleo saudita, após um ataque iraniano.
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