Se pensava que a chegada da Geração Z era o antídoto tão aguardado para os hiperprotegidos e efeminados millennials, talvez seja melhor repensar essas expectativas.

Uma nova pesquisa do site de gestão de carreiras Zety, com uma amostra de 1.000 trabalhadores da Geração Z, descobriu que uns impressionantes 44% destes jovens contaram com a ajuda dos pais para escrever ou editar os seus currículos, enquanto 20% admitiram que um dos pais os acompanhou durante uma entrevista de emprego (15% presencialmente, 5% virtualmente).

 

 

Um instrutor de educação financeira da Universidade do Tennessee, afirmou em entrevista à Newsweek.

“Alguns jovens da Geração Z acreditam que o envolvimento dos pais na procura e candidatura a empregos é importante, e eu recomendaria certamente a aceitação de conselhos de pais e outros mentores com experiência na obtenção de emprego. No entanto, este envolvimento tem limites e acaba quase sempre mal para o candidato.”

A sério? Os empregadores não vão ver com bons olhos um candidato que se apresente a uma entrevista de emprego na companhia da mamã? Que estranho…

Se achou estes números alarmantes, saiba que a ajuda dos pais continua mesmo depois da  oferta de emprego. Cerca de 28% dos profissionais da Geração Z admitiram que os seus pais os ajudaram nas negociações salariais ou de benefícios, e 32% indicaram os pais como a sua principal influência nas escolhas profissionais.

Kevin Thompson, CEO do 9i Capital Group, disse à Newsweek:

“Existe uma desconfiança persistente entre os trabalhadores e as empresas. Embora não seja generalizada, alguns candidatos da Geração Z estão a apoiar-se nos pais para obter apoio nas entrevistas – apresentação, tom e até mesmo respostas. Muito disto deve-se à inexperiência em ambientes profissionais e ao desconforto com a linguagem e as expectativas dos contratos.”

Não. Muito disto deve-se ao atraso mental dos pais e dos filhos.

A tendência atraiu, com razão, o desprezo dos críticos, incluindo Kevin O’Leary, estrela do programa “Shark Tank”, que alertou que qualquer candidato que chegasse acompanhado por um dos pais seria imediatamente despachado. O’Leary disse a este propósito à Fox Business:

“A primeira pergunta que faria ao filho ou à filha seria: ‘Quer que contrate a sua mãe ou a si? O que é que ela está aqui a fazer? Este currículo vai directamente para o lixo.”

O’Leary relatou uma entrevista virtual recente em que o fenómeno aconteceu em tempo real.

“Aconteceu-me numa chamada do Zoom, e eu simplesmente disse: isto não vai funcionar… A tua mãe não vai participar nesta discussão. Significa que não consegues fazer isto sozinho. É um sinal terrível.”

Não é nada, que ideia… Talvez a mamã possa até ajudar nas tarefas que forem atribuídas ao filho, na remota eventualidade de ser contratado por alguém.

Bom Deus.