A Alemanha tem 83,5 milhões de habitantes. Dos 21,4 milhões definidos como imigrantes de primeira ou segunda geração, apenas 22% falavam exclusivamente alemão em casa.
De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Gabinete Federal de Estatística da Alemanha (Destatis), 15,5 milhões de pessoas que vivem na Alemanha utilizam principalmente uma língua diferente do alemão em casa.
Com base no microcenso de 2024, apenas 77% das pessoas que vivem em domicílios particulares falam apenas alemão em casa.
No total, 15,5 milhões de pessoas comunicam em casa predominante ou exclusivamente numa língua diferente do alemão. O turco foi a língua mais comum a seguir ao alemão, representando 14% das línguas faladas em casa que não o alemão, seguido pelo russo com 12% e pelo árabe com 9%.
Dos 21,4 milhões de residentes definidos como imigrantes de primeira ou segunda geração, apenas 22% falavam exclusivamente alemão em casa. Mais de metade, ou 55%, utilizava o alemão juntamente com outra língua. Quase um quarto, ou 23%, referiu não falar alemão no ambiente domiciliar.
O inquérito incluiu apenas aqueles que vivem em casas particulares e, por conseguinte, não incluiu as pessoas que vivem em alojamentos para requerentes de asilo, o que significa que o número será consideravelmente mais elevado.
Estes dados são a prova provada de que a integração é um mito.
A mudança nos padrões linguísticos reflecte-se cada vez mais nas escolas alemãs. Dados divulgados em Novembro do ano passado pelo Ministério da Educação da Baviera para o ano lectivo de 2024-2025 mostram que os falantes nativos de alemão são agora uma minoria em quase uma em cada cinco turmas.
De acordo com o ministério, 10.555 turmas eram compostas principalmente por alunos cuja língua materna não é o alemão, enquanto 257 turmas não tinham qualquer falante nativo de alemão. No geral, os alunos sem histórico de migração eram uma minoria em 11.110 turmas, o equivalente a 18,5% do total. Em 320 turmas, todos os alunos tinham um historial de migração.
O deputado Markus Walbrunn, do partido AfD, que solicitou os dados, classificou os resultados como um sinal de alerta, afirmando:
“Os alunos que não falam alemão em casa não só terão mais dificuldade em acompanhar as aulas, como também acabarão por prejudicar o sucesso escolar dos colegas devido à atenção adicional que exigem dos professores. Os nossos filhos estão a tornar-se uma minoria nas suas próprias salas de aula”.
Os desafios linguísticos também se fazem sentir no recrutamento para o serviço público. A polícia de Berlim informou que um número crescente de candidatos está a ser reprovado nos exames de admissão por falta de proficiência em alemão.
A chefe da polícia, Barbara Slowik Meisel, disse aos deputados que as deficiências linguísticas eram a principal razão para a reprovação de muitos candidatos nos testes de admissão. Sublinhando que estes têm dificuldades em cumprir os requisitos básicos, Meisel afirmou:
“Temos um problema muito sério com o domínio da língua alemã, independentemente da nacionalidade. Não quero criticar as escolas, mas há um problema com o nível de escolaridade com que os jovens terminam o ensino secundário. 80% das reprovações nos testes de informática podem ser atribuídas a deficiências na língua.”
Em resposta, a polícia de Berlim implementou os seus próprios programas de ensino do alemão, mas as metas de recrutamento continuam a ser difíceis de alcançar. Das 1.224 vagas de formação disponíveis anualmente, apenas 936 foram preenchidas no ano passado.
As preocupações com a língua vão além do policiamento. De acordo com relatórios anteriores, quase metade dos médicos formados no estrangeiro reprovam nos exames de proficiência em língua alemã em algumas regiões. Na Saxónia, 112 dos 200 médicos sírios e 15 dos 26 candidatos ucranianos falharam os testes linguísticos em 2023, tendo sido relatadas taxas de reprovação igualmente elevadas em Brandemburgo, Bremen, Baviera, Berlim, Hamburgo e outros estados.
As autoridades e os educadores afirmam que a situação reflecte tanto as mudanças demográficas impulsionadas pela migração como desafios mais amplos que afectam todos os alunos, incluindo o declínio das competências de escrita, as distracções digitais e a crescente diversidade étnica nas salas de aula.
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