Documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça revelaram que Tova Noel, guarda do Centro Correcional Metropolitano de Nova Iorque, pesquisou Jeffrey Epstein online minutos antes de este ser encontrado morto na sua cela. A pesquisa ocorreu às 5h42 e novamente às 5h52, menos de 40 minutos antes do seu colega, Michael Thomas, encontrar Epstein enforcado na sua cela às 6h30.

Noel, que foi acusada de falsificar registos afirmando ter verificado o estado de Epstein durante a noite, negou ter feito a pesquisa em depoimento sob juramento em 2021. “Não me lembro de o ter feito”, disse, acrescentando que os registos do FBI “não eram exactos”. O FBI destacou a investigação no seu relatório forense de 66 páginas sobre os computadores da prisão utilizados por Noel e Thomas.

 

 

Um depósito em dinheiro de 5.000 dólares feito na conta bancária de Noel 10 dias antes da morte de Epstein foi também alvo de escrutínio. O Chase Bank sinalizou o depósito, juntamente com outros 11 depósitos, no valor total de 11.880 dólares, num relatório de actividade suspeita enviado ao FBI. Estranhamente, Noel, que começou a trabalhar na Unidade de Habitação Especial onde Epstein estava detido em Julho de 2019, não foi questionada sobre os depósitos durante o seu depoimento ao Departamento de Justiça.

 

 

O FBI também identificou Noel como a provável pessoa observada num vídeo de vigilância desfocado, captado perto da cela de Epstein às 22h40 da noite da sua morte. O vídeo mostra alegadamente uma pessoa a carregar lençóis ou roupas de reclusos, que Epstein terá usado para se enforcar. Noel negou ter fornecido qualquer lençol a Epstein, afirmando: “Nunca dei lençóis — nunca”, e afirmou que o viu vivo pela última vez “por volta das 22h00”.

As descobertas reacenderam as suspeições e as teorias da conspiração em torno das circunstâncias da morte de Epstein. Apesar das revelações perturbadoras, as acusações criminais contra Noel e Thomas foram retiradas em Dezembro de 2021. Desde então, Noel tem enfrentado novos problemas legais, incluindo um processo no Tribunal Superior do Condado de Westchester por alegada agressão no seu emprego actual.

Assim e só para recapitular: uma guarda prisional que mentiu às autoridades sobre ter verificado o paradeiro de Epstein também fez, por coincidência, uma série de depósitos nas semanas que antecederam a sua morte, depósitos esses de tal forma suspeitos que o banco fez questão de os denunciar às autoridades. Esta mesma guarda procurava notícias sobre Epstein momentos antes da sua morte. E essa mesma guarda foi denunciada por reclusos que alegaram que estava envolvida no encobrimento do homicídio. Além disso, duas câmaras em frente à cela de Epstein avariaram  enquanto tudo isto acontecia.

São coincidências, apenas. Nada para ver aqui. Entretenham-se com a guerra no Médio Oriente.