O WRC Rally Australia (oficialmente conhecido como Kennards Hire Rally Australia nas suas últimas edições) foi um evento clássico de gravilha do Campeonato Mundial de Ralis da FIA, realizado pela última vez em 2018 em Coffs Harbour, Nova Gales do Sul.
O mais recente WRC Rally Australia decorreu de 15 a 18 de Novembro de 2018. Contou com etapas rápidas e fluidas através de florestas e regiões costeiras, com 24 etapas especiais cobrindo 316,30 km de distância.
O Rally da Austrália era conhecido pelas suas secções de alta velocidade e pela Power Stage, que agradava aos espectadores, mas foi retirado do calendário do WRC após 2018 devido a questões logísticas e de financiamento.

Os dois segmentos da Austrália incluídos no Dirt Rally 2.0, que cumpridos nos dois sentidos perfazem 4 troços, têm como característica fundamental uma dualidade de condições: uma parte rápida de gravilha fina e traçado relativamente plano e outra, mais lenta, acidentada e de piso irregular, em que se sobe e desce por uma montanha que de um lado tem ravinas e árvores e do outro a encosta da colina, pelo que a margem de erro é nestes trechos da estrada bastante reduzida. Nas duas tipologias aconselha-se sobretudo a fluidez e que não se lute excessivamente contra as forças que fazem o automóvel dançar sobre a pista. Se é verdade que enquanto estás a andar de lado não andas para a frente, na Austrália convém dar alguma liberdade à termodinâmica. É claro que o risco aumenta, mas a rapidez também. Uma condução demasiado controlada não é aqui, pelo menos na minha opinião, um método eficaz.
Acresce que este rali tem alguns curtos segmentos em asfalto, que são rápidos, mas ultrapassados com pneus de terra, pelo que a liberdade que deres aqui aos cavalos tem necessariamente que ser moderada em função da desadequação da borracha…
Vou usar para o efeito o Ford Fiesta R5 MkII de 2019, do grupo R5, que não sendo nem o mais rápido nem o mais giro de conduzir dos carros do Dirt 2.0, é aquele que me parece mais bem modulado, no que diz respeito à simulação do comportamento dinâmico, bem como ao feed que recebes nos periféricos sobre as forças físicas reais.
Nesta périplo pela Austrália, faço primeiro os dois sentidos do Mount Kaye Pass (Welshs Creek no mundo real da prova do WRC) nos dois sentidos, um troço que tem 12,5 quilómetros de extensão.
Para além das características que enumerei, o Mount Kaye Pass apresenta como dificuldades específicas dois ou três saltos assustadores (porque ficas mesmo muito tempo no ar a grande velocidade e nem sempre o automóvel aterra em boas condições de manobrabilidade) e três pontes que são bastante traiçoeiras e difíceis de evitar se não preparares antecipadamente a posição do carro para lá entrares direitinho.
Neste clip, vemos a dupla Steve Glenney/Andy Sarandis, a fazerem o troço IRL de Welshs Creek num Skoda Fabia R5 de 2018.
No sentido Este/Oeste, faço uma prova razoavelmente limpa, embora esteja sempre a tentar contrariar o comportamento sobre-virador do carro, que não consegui corrigir no set up.
Talvez por isso, não consigo melhor do que o 908º tempo da tabela, embora, para ser sincero, tenha ficado satisfeito com a minha condução e dificilmente, considerando o meu nível performativo e o limite temporal que estipulei para cada troço (não mais que uma hora), conseguisse fazer muito melhor que isto.
No sentido Oeste/Este as coisas correm bem melhor porque, apesar de uma prova bem mais caótica, decidi dar acrescida liberdade às leis da inércia, permitindo que o Fiesta dançasse mais na estrada. Depois de várias tentativas malogradas, estive nesta última por várias vezes à beira da catástrofe, mas consegui chegar inteiro ao fim do troço.
O resultado foi um tempo dentro dos 400 melhores, que está no âmbito daquilo que eu na verdade posso fazer de melhor no contexto do Dirt 2.0. Até porque na Austrália deves reconhecer os teus limites, caso contrário, estás entregue aos cangurus.
O segundo troço da Austrália no Dirt Rally 2.0, com quase 15 kms de extensão, não difere muito do primeiro (é corrido em estradas que distam apenas centenas de metros das anteriores), embora o piso seja um pouco mais duro.
O sobe e desce continua a marcar o perfil do percurso, que continua a ser baseado em segmentos do Welsh Creek da prova australiana do WRC.
No sentido Sul / Norte, dou dois ou três toques nas cercas e nas encostas, que me fazem perder uns bons segundos, o que me custa claramente um lugar entre os 500 primeiros, na tabela mundial. Mas é como digo, ou procuras uma prova limpa ou procuras ser rápido. O melhor dos dois mundos só é possível para os ases e eu, não sendo a mais lenta das tartarugas, não sou de todo a mais rápida das lebres.
No sentido Norte / Sul, a prestação é muito parecida. Também toco nas cercas, aqui e ali, e principalmente no último sector, perco segundos preciosos, mas consigo, desta feita, uma posição dentro dos primeiros 500, que é na verdade a classificação que objectivo no contexto desta série de desafios.
Há que sacudir o pó da Austrália e tentar fazer melhor noutras geografias.
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Nota: As classificações foram registadas em 2023, pelo que entretanto já estarão desactualizadas. Permanece a referência dos tempos feitos em cada troço.
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