O Regime Epstein está a dar sinais de subitamente ter percebido que se meteu num sarilho do qual vai ser muito difícil sair airosamente. E Marco Rubio vai fazendo recurso ao seu portfólio de prestidigitador para sacudir a água do capote, antecipando o desastre.

Na segunda-feira, o Secretário de Estado norte-americano tentou fugir à responsabilidade de iniciar uma guerra com o Irão, inadvertidamente confirmando uma teoria da conspiração dita “antisemita”, ao afirmar que Israel atacaria o Irão independentemente da vontade dos EUA, e que o ataque sionista levaria a república islâmica a atacar os Estados Unidos — por isso, os EUA foram obrigados a intervir, juntando-se ao ataque para travar a alegadamente previsível retaliação de Teerão.

“Sabíamos que haveria uma acção israelita; sabíamos que isso precipitaria um ataque contra as forças americanas; e sabíamos que, se não os atacássemos preventivamente antes de lançarem estes ataques, sofreríamos mais baixas, e talvez até mais mortos, e então estaríamos todos aqui a responder a perguntas sobre por que razão sabíamos disso e não agimos.”

A implicação aqui é que os EUA são completamente impotentes para travar Israel. O que de certa forma é verdade, de certa forma é mentira. As elites em Washington são reféns da agenda de Telavive, como sabemos bem e isso é factual. Mas se o poder político e económico e militar na América não estivesse nas mãos de quem está – pedófilos, satanistas, canibais, transhumanistas e outros oligarcas que venderam a alma ao diabo, todos eles nas mãos da Mossad – ninguém poderia conduzir a federação, que será em teoria a primeira potência mundial, para qualquer guerra que nada tivesse a ver com os seus interesses directos.

Seja como for, é uma declaração verdadeiramente notável do Secretário de Estado norte-americano, que justifica claramente o lançamento de uma guerra de grande escala com uma operação de chantagem de uma pequena nação do Médio Oriente sobre uma potência global.

 

 

Logo a seguir, a mesma narrativa, devidamente ensaiada e sincronizada para ganho de eficiência mediática, foi repetida pelo speaker da Câmara dos Representantes, o insuportável verme do Estado profundo:

 

 

As fotocopiadas declarações de um e de outro são também um mais que evidente indicador de que a guerra não está a correr como planeado (se é que houve um plano). Caso contrário, ninguém no regime americano abdicaria dos louros.

Mas a conferência de imprensa de Rubio não foi só de grande eloquência sobre a circunstância da guerra com o Irão por causa da atribuição das responsabilidades a Israel. O Secretário de Estado parece que acordou agora para a vida, reconhecendo, algo surpreendentemente, que a república teocrática tem capacidade industrial para superar os Estados Unidos numa guerra de atrição balística.

Será demasiado tarde para chegar cedo, mas não deixa de ser de brutal honestidade, ainda por cima vinda de um alto quadro de uma administração que é alérgica à verdade, esta confissão lapidar:

“Eles são capazes de construir 100 mísseis balísticos por mês. Nós construímos 6 ou 7 interceptores por mês… Contra milhares dos drones unidireccionais deles.”

 

 

Há ainda um dado, que é do conhecimento de toda a gente e que deveria também ser do conhecimento da actual administração americana: o Irão tem um vasto arsenal de mísseis hipersónicos, que atingem os seus alvos à velocidade de Mach 15, e que não há tecnologia capaz de anular.