O vice-presidente norte-americano J.D. Vance afirmou que “não há qualquer hipótese” de os Estados Unidos se envolverem numa guerra com o Irão que dure “anos”, pouco antes do presidente Donald J. Trump ter avançado com uma acção militar contra a potência regional do Médio Oriente. Vance fez os comentários durante uma entrevista a bordo do Air Force Two na quinta-feira, enfatizando uma alegada, mas não comprovada pelos factos, preferência do governo por soluções diplomáticas.

Dando o exemplo da intervenção da administração Trump na Venezuela, em que Nicolás Maduro foi capturado numa operação que durou apenas uma noite, sem que fosse desencadeada uma guerra mais ampla, Vance afirmou:

“A ideia de que vamos ficar numa guerra no Médio Oriente durante anos, sem fim à vista, não há a mínima hipótese de isso acontecer”.

Estas declarações surgiram numa altura em que o debate sobre os riscos de fazer a guerra ao Irão estavam a aquecer o debate público na América, no seguimento de notícias de que o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, teria avisado que qualquer operação militar contra o Irão poderia resultar em baixas americanas substanciais e transformar-se num conflito prolongado. Trump contestou estas declarações, embora tenha reconhecido a relutância de Caine em prosseguir a guerra, e insistiu que qualquer conflito seria “facilmente ganho”.

 

 

O USS Gerald R. Ford — o maior porta-aviões do mundo — chegou na sexta-feira a águas próximas de Israel, juntando-se a mais de uma dezena de outros navios de guerra norte-americanos posicionados no Mar Arábico. Mas circularam rumores de que o problema de canalizações que sofreu, e que levou ao fecho de 90% das casas-de-banho do navio, foi resultado de uma acção de sabotagem da própria tripulação.