Na segunda-feira, a União Europeia decidiu suspender o vergonhoso acordo comercial que assinou com o regime Trump em Julho de 2025, que em tudo era favorável aos Estados Unidos, após uma recente decisão do Supremo Tribunal americano que invalidou muitas das tarifas anteriormente impostas pela Casa Branca.
A comissão de comércio do Parlamento Europeu preparava-se para aprovar a eliminação das tarifas sobre os produtos industriais americanos no âmbito do “Acordo Turnberry”, assim designado em homenagem ao campo de golfe escocês do Presidente Trump, mas os negociadores do Parlamento Europeu deverão reunir-se na tarde de segunda-feira para agora confirmar oficialmente a suspensão do acordo.
O presidente da comissão de comércio, Bernd Lange, solicitou uma reunião urgente e sugeriu a suspensão dos esforços legislativos sobre o acordo — uma proposta que recebeu o apoio do Partido Popular Europeu (PPE), o maior grupo na assembleia, e de outros partidos do estabelecimento.
A eurodeputada Zeljana Zovko quer que a Comissão Europeia considere uma “melhor opção para prosseguirmos” após a decisão do Supremo Tribunal norte-americano.
A situação complicou-se ainda mais com a recente decisão do Presidente Trump de aumentar temporariamente a tarifa global de importação para os Estados Unidos para 15%, utilizando poderes tarifários distintos daqueles contra os quais o Supremo Tribunal se pronunciou, sinalizando que não tem intenção de deixar de utilizar as taxas de importação para equilibrar as condições de concorrência para os produtores americanos no comércio internacional.
Karin Karlsbro, eurodeputada do grupo liberal Renew, afirmou:
“Não poderemos votar o Acordo de Turnberry até termos total clareza sobre como a decisão do Supremo Tribunal afecta o regime tarifário. Os Estados Unidos precisam de pôr em ordem a sua política comercial; este nível de caos não é sério”.
Por muito que custe dar razão a uma eurodeputada liberal, a senhora Karlsbro está carregada de razão, e se o esquema de tarifas do regime Trump era de eficácia e justeza discutíveis, a decisão do supremo tribunal federal americano constitui um esquizofrénico tiro no pé só possível em instituições desnorteadas, autofágicas e decadentes como são as instituições judiciais no Ocidente.
Mas talvez com um mal se corrija outro, porque o “Acordo Turnberry” era excessivamente humilhante e castigador para a Europa e só mesmo a mais incompetente e alienada dirigente política, como Ursula von der Leyen, é que podia ter subscrito esta traição aberrante aos interesses dos produtores e consumidores europeus.
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