Tudo indica que os Estados Unidos estão a horas ou dias de atacar o Irão, mas parece que a frota imperial está escangalhada:

 

 

O moral não deve ser grande coisa, a bordo do porta-aviões USS Gerald Ford, quando os membros da tripulação têm que esperar 45 minutos em filas intermináveis para cumprirem as necessidades fisiológicas.

E pelos vistos, até há gente no Pentágono que concorda com o ContraCultura: pode muito bem acontecer que o império se dê mal, desta vez. O general Dan Caine, que é só o chefe do estado maior das forças armadas americanas, parece reticente em relação ao sucesso desta operação.

 

 

Como temos escrito, a única circunstância que impedirá baixas massivas nas forças do Pentágono será aquela em que as cúpulas militares recusem obedecer à oligarquia política e religiosa do regime iraniano.

A CIA e a Mossad podem muito bem ter subornado sectores das forças armadas iranianas, de forma a agirem nesse sentido (à semelhança do que aconteceu na Venezuela).

Mas caso essa hipótese não se verifique, o Irão tem capacidade balística para infligir uma humilhação histórica às forças norte-americanas, incluindo o afundamento de porta-aviões, que têm tripulações de cerca de 4.500 a 5.000 homens.

Israel também poderá sofrer impactos significativos, incluindo baixas devastadoras na população civil.

Considerando que neste cenário os EUA teriam que responder com índices de violência bélica acrescidos, isto pode transformar-se rapidamente num pesadelo medonho, com consequências globais imprevisíveis.

E porque razão se faz este guerra? Não será por certo para salvar um povo da opressão dos aiatolás, porque se fosse esse o caso, a Casa branca teria que fazer a guerra em inúmeras localidades da geografia global. Não será por certo por causa do programa nuclear iraniano, porque ainda em Junho do ano passado, Donald Trump garantia, mesmo contra o parecer dos seus serviços de inteligência, que o ataque que nessa altura espoletou tinha obliterado completamente as instalações de desenvolvimento de armas atómicas de Teerão.

Mas Junho de 2025 foi há muito tempo. Já ninguém se lembra.

 

 

A verdade é que esta guerra não tem razão de ser. Para além da insana vontade de apocalipse do regime Netanyahu e do sionismo internacional, que têm a Casa Branca sob o jugo de um trela curta.