Alex Karp, o sinistro doente mental que é CEO da também sinistra Palantir, não consegue parar de anunciar ao mundo, sem disfarçar a vaidade, que a empresa que dirige se farta de matar pessoas. Durante uma recente conferência telefónica com investidores, o bilionário deixou escapar que não se importa com um pouco de derramamento de sangue, desde que o dinheiro continue a entrar.
Com um sorriso estampado no rosto afirmou (mesmo) isto:
“A Palantir está aqui para causar disrupção e tornar as instituições com as quais fazemos parcerias as melhores do mundo e, quando necessário, para assustar os inimigos e, ocasionalmente, matá-los.”
Karp acrescentou que estava muito orgulhoso do trabalho que a sua empresa realiza e que acredita que é virtuoso para os Estados Unidos.
“Estou muito feliz por estar connosco nesta jornada. Estamos a arrasar. Estamos a dedicar a nossa empresa ao serviço do Ocidente e dos Estados Unidos da América, e estamos muito orgulhosos do papel que desempenhamos, especialmente em áreas sobre as quais não podemos falar”.
Imaginem aquilo que a Palantir faz quando está protegida pelo secretismo do aparelho de defesa americano.
Palantir Technologies CEO Alex Karp couldn’t stay seated in his chair as he proudly stated, “We kill people sometimes,” while speaking to shareholders.
Maniac. pic.twitter.com/KdDrILZLDf
— Mr. Nobody (@MmisterNobody) February 17, 2026
A implementação de políticas de vigilância electrónica e ‘pré-crime’ que o regime Trump tem vindo a implementar, bem como o impulso de crescimento das tecnologias de inteligência artificial ao serviço do Pentágono e das agências de informação e segurança que a Casa Branca insiste em financiar numa escala assustadora, têm sido extremamente benéficas para as acções da Palantir e para a tesouraria da empresa que Peter Thiel fundou, pelo que não é de estranhar o histerismo triunfante de Karp.
Durante a mesma chamada, o doente dos neurónios também celebrou o facto da Palantir ajudar as corporações e o governo federal americano a despedir pessoas:
“Adoramos a disrupção, e tudo o que for bom para os Estados Unidos será bom para os americanos e muito bom para a Palantir. A disrupção, no final do dia, expõe as coisas que não estão a funcionar. Haverá altos e baixos. Haverá uma revolução. Algumas pessoas vão perder a cabeça. Esperamos ver coisas realmente inesperadas e ganhar.”
O fascínio da indústria tecnológica pela palavra da moda “disrupção” é curioso e desconcertante. Afinal, nem toda a disrupção é positiva. Seria “disruptivo” para o dia de Karp se, por exemplo, fosse atacado por um urso pardo, tropeçasse nas escadas ou tivesse uma intoxicação alimentar, mas isso não significa necessariamente que seria um bom uso do seu tempo ou benéfico para o seu bem-estar geral. Da mesma forma, a disrupção pelo desemprego e a decapitação de seres humanos (mesmo que metafórica) pode não ser óptima, nem para os Estados Unidos nem para ninguém.
Não deixa de ser irónico, aliás, que Karp adore despedir funcionários públicos, já que a sua empresa esteve os primeiros dez anos a trabalhar exclusivamente para o governo federal americano, através da CIA. Mas o índice de multimilionários da Bloomberg mostra que o seu património é agora de cerca de 9 biliões de dólares, pelo que já pode dar-se ao luxo de querer emagrecer a instituição que lhe ofereceu tanta gordura.
Esta não é de todo a primeira vez que o psicopata judaico-americano se gaba publicamente de ter em mãos tecnologia assassina. Eis alguns exemplos da sua retórica luciferina:
“O nosso produto é utilizado, ocasionalmente, para matar pessoas.”
Esta frase foi dita por Karp em várias entrevistas (incluindo à Axios) para sublinhar que a Palantir não evita contratos militares, ao contrário de outras empresas de Silicon Valley.
“Se estás a ajudar o exército ucraniano… estás a ajudá-los a serem mais letais.”
Karp tem insistido na letalidade do software da Palantir, que aumenta a eficácia das forças militares modernas no campo de batalha.
“Não creio que [matar pessoas] seja algo de que nos devamos envergonhar.”
Karp argumentou em declarações aos New York Times que a tecnologia letal é necessária para a defesa dos EUA e que a responsabilidade moral reside em garantir que ela está nas mãos certas. E quem decide o acerto dessas mãos? É ele, claro.
“A ascensão do Ocidente não foi tornada possível pela superioridade das suas ideias… mas sim pela sua superioridade na aplicação de violência organizada.”
Numa carta aos acionistas, Karp citou o académico Samuel Huntington para justificar o papel da Palantir no fornecimento de ferramentas para o que ele chama de “violência organizada”, necessária, segundo a sua lógica de lagartixa, para manter a “ordem ocidental”. É verdade que a Palantir é uma peça fundamental no aparelho militar e industrial americano, que é uma máquina de “violência organizada”. Mas Karp, como Huntington, está equivocado: Se o Ocidente não tivesse sido, num dado momento da História, fonte de ideias poderosas, não teria sido por certo superior na aplicação da violência.
Para além da obsessão homicida, Karp sonha com bizarras ideias de vingança sobre os críticos da Palantir e não se importa de as partilhar publicamente, como neste triste momento em que afirmou:
“Adoro a ideia de usar um drone para pulverizar urina ligeiramente misturada com fentanil nos analistas que nos tentaram prejudicar.”
Alex Karp of Palantir is a deranged psychopath. He should be nowhere near power:
“I love the idea of getting a drone and having light fentanyl-laced urine spraying on analysts that tried to screw us.” pic.twitter.com/nRUU6KPH0P— Robin Monotti (@robinmonotti) February 16, 2026
A este homem, que é claramente um caso clínico, nunca seria oferecida uma posição de poder, se vivêssemos num mundo normal.
Convém sublinhar que Karp é um sionista inveterado e que a Palantir funciona como um braço tecnológico das Forças de Defesa de Israel (IDF), sendo co-responsável pelo genocídio em Gaza. A empresa forneceu ferramentas de IA que ajudam o IDF a processar dados de inteligência para gerar “listas de alvos” automáticas. Isto inclui sistemas que analisam dados de palestinianos em Gaza e na Cisjordânia, de forma a guiar ataques aéreos com alto risco de vítimas civis. Um relatório da ONU, de Francesca Albanese (enviada especial para os territórios ocupados), sugere que há “motivos razoáveis” para acreditar que a tecnologia de Palantir contribui para o “uso ilegal de força desproporcional”, resultando em inúmeras baixas civis.
I think Alex Karp is a mass murderer and killed thousands of Palestinian children with his AI targeting. In my opinion Palantir is pure evil. pic.twitter.com/3ickiVmqr1
— Kim Dotcom (@KimDotcom) November 20, 2025
Alguns analistas, como Yanis Varoufakis e Antony Loewenstein, descrevem Gaza como um “laboratório humano” para empresas como a Palantir testarem e refinarem algoritmos de IA em cenários de conflito real, usando dados de bombardeamentos em áreas densamente povoadas para treinar modelos de machine learning. Na circunstância foram integradas nuvens de dados da Amazon e da Google para processar volumes massivos de informações durante a invasão terrestre de Gaza em Outubro de 2023.
Grupos como o Business & Human Rights Resource Centre e a Amnesty International argumentam que a Palantir será cúmplice de crimes de guerra e contra a humanidade, especialmente em contextos de vigilância de populações vulneráveis. Investidores, como o fundo norueguês Storebrand, venderam acções da Palantir por preocupações com direitos humanos, citando o uso de sistemas de “policiamento preditivo” em territórios ocupados.
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