As autoridades francesas proibiram a entrada ou permanência em França de dez membros do grupo activista britânico anti-imigração em massa Raise the Colours, alegando o seu envolvimento em acções contra barcos de migrantes ao longo da costa norte francesa. O Ministério do Interior francês confirmou que a proibição foi imposta e aplica-se a indivíduos do movimento que actuaram em território francês para travar a imigração ilegal para a Grã-Bretanha.
Em comunicado, o ministério afirmou que os activistas estiveram envolvidos em operações contra barcos ligados à migração através do Canal da Mancha e também realizaram “actividades de propaganda” ao longo da costa. O governo britânico paga ao governo francês dezenas de milhões de libras anualmente para impedir a entrada destes barcos, mas o negócio parece render mais para o lado francês, já que o impacto nos fluxos migratórios tem sido nulo.
A migração através do Canal da Mancha continua a ser uma questão politicamente sensível na Grã-Bretanha, onde mais de 41 mil pessoas chegaram em pequenas embarcações no ano passado, segundo dados do governo. Embora este número seja inferior ao recorde de 45.000 travessias registado em 2022, continua a ser extremamente elevado para os padrões históricos.
A preocupação pública na Grã-Bretanha aumentou devido a uma série de casos criminais envolvendo migrantes que entraram no país de barco. Num caso recente, um migrante foi condenado por violar uma adolescente poucas semanas após a sua chegada.
Os críticos argumentam que a França, em certa medida, está a facilitar activamente as travessias, distribuindo coletes salva-vidas e outros equipamentos de segurança aos migrantes que se preparam para lançar barcos nas praias francesas, em vez de os deter ou dissuadir de outras formas.
As deportações da Grã-Bretanha para França continuam limitadas. As estimativas de 2024 sugeriam que apenas cerca de 0,5% dos migrantes que chegaram de barco foram deportados.
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