Vamos, por um momento de pura especulação, projectar um cenário de guerra com o Irão na companhia dos dois alexandres do The Duran e dos dois Erickson do Convesations Amongst the Ruins.
Ok. Os Estados Unidos atacam o Irão. O Irão responde com um ataque às bases americanas no Médio-Oriente, com mísseis hipersónicos Fattah, que se deslocam a velocidades superiores a Mach 10 e transportam ogivas que pesam 700 quilos. Só o impacto cinético deste bichos é completamente devastador. Se em cinco lançados, um cair no alvo, os americanos vão sofrer baixas terríveis.
Mais: no seu arsenal, os iranianos têm mísseis Sejil. Com um alcance que pode ir até aos 2500 quilómetros, estes foguetões balísticos de dois estágios saem da atmosfera e quando reentram transportam velocidades que podem chegar a Mach 12. A sua autonomia permitirá ao Irão atingir um porta-aviões americano estacionado no Mediterrâneo. Uma só ogiva de 750 quilos a viajar a esta velocidade destrói qualquer tipo de navio de guerra numa fracção de segundo. Um porta-aviões da classe Nimitz tem uma tripulação entre cinco e seis mil almas.
Ok. Depois de perder um porta-aviões e duas bases militares, com baixas tremendas, o que é que resta fazer à administração americana? Recuar em humilhação e mostrar a toda a gente as fragilidades da sua máquina de guerra? É claro que não. A única opção é retaliar com mais intensidade.
Ok. Os americanos desencadeiam bombardeamentos devastadores e colocam tropas no terreno. Teerão transforma-se num monte de ruínas. Somam-se dezenas se não centenas de milhares de vítimas civis. Um dos maiores e mais populosos países do Médio Oriente mergulha no caos. Ainda assim, vai acontecer às forças do Pentágono o que aconteceu no Afeganistão: bolsas da guarda regular islâmica e de milícias locais disseminam-se pelo território imenso, acidentado e inóspito. O Pentágono sofre baixas sobre baixas, enquanto a Rússia e a China apoiam a resistência armada e exercem pressão internacional intensa sobre os EUA. A guerra arrasta-se durante anos. O preço do barril de petróleo dispara para recordes inauditos, enquanto os mercados financeiros enfrentam crises sobre crises, num ritmo insustentável.
Ok. O que é que vai acontecer ao dólar, neste processo? Grande parte das nações no mundo substituem a sua unidade de reserva por outra (ouro, prata, bitcoin, Yen, Unidade monetária do BRICS ou SDR do FMI). O dólar passa de moeda de reserva mundial a divisa exclusivamente americana. O dumping correspondente inunda a federação de dólares, e o seu valor é reduzido a centésimos do actual. O poder de compra desce para níveis do terceiro mundo e as grandes cidades americanas rebentam com motins e protestos contra a guerra e contra o custo de vida e contra o regime, num movimento imparável rumo à guerra civil. Os mercados financeiros entram em ruptura definitiva, há bancos a cair na falência como fruta madura e todo o tecido empresarial ocidental é impactado de forma devastadora, com despedimentos em massa e extinção de largo espectro de pequenas e médias empresas.
Ok. O que é que acontece a seguir?
O fim do império americano é o que acontece a seguir. A queda definitiva da civilização ocidental é o que acontece a seguir.
A China como potência hegemónica, é o que acontece a seguir.
E tudo isto porque a Mossad tem uns vídeos em que Donald Trump aparece a violar uma menina de 13 anos.
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