Godofredo Pepsi não tem mãos a medir nem tempo a perder.

Enquanto grava um vídeo com um senador que está a ser sodomizado no quarto ao lado e
outro com um ministro que ingere os intestinos de um bebé na sala dos ritos,
oferece conselhos telefónicos à princesa nórdica sobre a educação dos seus filhos;
negoceia por email com o Vladimir Zézé um lote de bazucas que lhe sobraram
do comércio que fez com os curdos;
combina uma orgia com o Tó Blazer;
prepara pandemias em parceria com o Guilherme Janelas
(depois de o ter curado de mais um esquentamento);
compra uma escrava russa de 13 anos para serviço do Guilherme Clitóris;
transfere uns milhões para uma fábrica de clones no Texas;
lava outros tantos milhões ao Donaldo Porcaria;
planeia o caos no Médio Oriente com o Pedro Tolas;
encomenda um retrato a óleo do anús de um menino búlgaro para o João Podes e
aluga um jacto para transportar os professores de Harvard até à Ilha das Delícias.

É um ver se te avias, um stress maluco, e ainda assim

a seguir, vai redigir um briefing para a Mossad e
outro para a CIA (com cópia para o MI6);
vai convencer os Rothschilds a financiarem o programa nuclear iraniano;
vai brincar ao quarto escuro com as crianças que comprou na Albânia;
vai convidar o Élio Mosca para a orgia do Tó Blazer e
vai rever o projecto de ampliação de um laboratório biológico na Ucrânia.

É difícil dar vazão a tantas responsabilidades, mas

ainda hoje terá necessariamente que reunir com o Benjamim Neto;
cumprir uma video-conferência com o Quim Estaline;
jantar com o Manuel Macarrão (mais o marido dele) e
arranjar maneira de ir beber um copo com Satanás.

Porque afinal, até Godofredo Pepsi tem um patrão.