As autoridades francesas realizaram buscas nos escritórios da X, a plataforma de redes sociais de Elon Musk, em Paris, no âmbito de uma investigação criminal alargada sobre alegados crimes relacionados com dados e conteúdos, incluindo extracção ilegal de dados, possível cumplicidade na posse ou distribuição de pornografia infantil e anti-semitismo. A pesquisa foi realizada pela unidade de cibercrime da procuradoria de Paris, que afirmou que a investigação começou em Janeiro de 2025 e se centrou inicialmente no conteúdo promovido pelos algoritmos de recomendação da X.

 

 

Em meados de 2025, os investigadores expandiram uma investigação que teve início em 2023, para incluir o chatbot de inteligência artificial (IA) de Musk, o Grok. Os procuradores disseram que estão a examinar possíveis crimes que vão desde a extracção fraudulenta de dados por um grupo organizado até violações de direitos de imagem através da criação de deepfakes sexuais.

Tanto Musk como a ex-CEO da X, Linda Yaccarino, foram convocados para comparecer em audiências agendadas para Abril.

No Reino Unido, os reguladores também voltaram a sua atenção para o Grok. O Gabinete do Comissário de Informação (ICO, na sigla em inglês) anunciou em Janeiro a abertura de uma investigação sobre a ferramenta de IA devido a preocupações com o seu “potencial para produzir conteúdo sexualizado prejudicial, tanto em imagens como em vídeos”. A investigação surge após relatos de que o Grok terá sido utilizado para gerar deepfakes sexuais, utilizando frequentemente imagens reais de mulheres sem o seu consentimento.

A paltaforma X não se manifestou publica ou oficialmente sobre as investigações francesa e britânica, mas Musk qualificou o processo francês como um “ataque político”.

 

 

As acções em França e no Reino Unido ocorrem no contexto de tensões mais amplas entre as autoridades europeias e o X sobre a regulamentação e a liberdade de expressão. Os reguladores da União Europeia (UE) já multaram a plataforma com base na Lei dos Serviços Digitais (DSA), o que gerou críticas por parte das autoridades norte-americanas. Figuras de topo do governo dos EUA, incluindo o vice-poresidente JD Vance e o Secretário de Estado Marco Rubio, alertaram que os esforços de censura europeus correm o risco de “infringir a liberdade de expressão dos americanos”, enquanto a administração Trump descreveu as sanções europeias contra a X como um ataque às empresas tecnológicas americanas e aos seus utilizadores.

Sendo que há acusações do ministério público francês que são semelhantes às que foram levantadas contra o Telegram (aparentemente, as autoridades gaulesas consideram que se um crime é cometido por um utilizador com recurso a uma rede social os proprietários das plataforma são cúmplices desse crime), Pavel Durov afirmou a propósito da investigação francesa:

“A polícia francesa está a realizar uma operação de busca e apreensão no escritório do X em Paris. A França é o único país do mundo que persegue criminalmente todas as redes sociais que oferecem às pessoas algum grau de liberdade (Telegram, X, TikTok…). Não se deixem enganar: este não é um país livre.”

 

 

Não é só a França. Nesta altura do campeonato civilizacional, os países livres na Europa contam-se pelos dedos de uma mão sem polegar.

E continuamos à espera que as autoridades francesas levantem um processo da mesma índole contra o Instagram de Zuckerberg, que é de longe a plataforma mainstream preferida das redes de pedofilia e cujo algortimo promove abertamente conteúdos de sexualização infantil.

Mas podemos esperar sentados, porque, como é mais que óbvio, ninguém aqui está preocupado com a segurança das crianças. Trata-se, como sempre, do draconiano e incessante combate à liberdade de expressão que é um dos vectores fundamentais do leninismo-globalismo europeu, ponto final, parágrafo.