A imprensa corporativa, a mando de quem manda, está a fazer tudo o que pode para salvar os sionistas e as elites ocidentais do seu evidente comprometimento com as satânicas actividades de Jeffrey Epstein, utilizando para isso o saco de porrada do costume: a Rússia.

Máquinas de propaganda regimental como o Daily Mail, o New York Post, a Reuters e o The Telegraph, entre outros suspeitos do costume, estão a tentar desesperadamente a invenção de uma ligação entre Epstein e Putin.

 

 

Ao ler os artigos, percebemos desde os primeiros parágrafos que são publicados sem qualquer evidência que suporte as suas afirmações sensacionais (porque elas não existem) ou que se limitam a debitar, sem qualquer vestígio de escrutínio jornalístico, a narrativa globalista (a iniciativa do primeiro-ministro polaco é tão fraudulenta e espúria que dá vontade de rir).

No artigo do Daily Mail, por exemplo, os propagandistas até admitem a falaciosa prática, afirmando, no fim do texto, que nenhum documento faz prova da suposta conecção entre Putin a Epstein:

“As fontes dizem que isto poderia explicar porque é que Epstein parecia desfrutar de um estilo de vida ultra-rico, incompatível com a sua carreira como financeiro, embora não haja provas documentais que liguem Putin e os seus espiões directamente às atividades ilícitas de Epstein.”

O pasquim britânico constrói o seu caso com base em duas menções ao nome de “Putin” nos documentos divulgados.

Menção a Putin A: Um associado não identificado envia um e-mail a Epstein dizendo que “falou com Igor”, que o informou que Epstein lhe tinha mencionado um futuro encontro com Putin. O Daily Mail não aprofunda a sua “reportagem” para confirmar se tal viagem à Rússia (e o encontro com Igor) aconteceu mesmo, nem tenta identificar o confidente de Epstein nem o tal Igor. É um diz que disse que ouviu dizer completamente anónimo. Tudo o que conseguem “provar” é isto:

“Num e-mail surpreendente, enviado a Epstein a 11 de Setembro de 2011, um associado não identificado discute um ‘encontro com Putin’ durante uma futura viagem à Rússia. O indivíduo diz a Epstein: ‘Falei com Igor. Ele disse que da última vez que esteve em Palm Beach, disse-lhe que tinha um encontro marcado com Putin no dia 16 de Setembro e que ele poderia reservar o seu bilhete para a Rússia para chegar alguns dias antes.'”

Menção a Putin B: Epstein afirmou ter marcado um encontro com Putin em 2014 numa troca de e-mails com um empresário japonês. O Daily Mail admite que não tenha acontecido qualquer encontro, que é até muito duvidoso que possa ter sido agendado, para início de conversa, já que o acesso ao presidente russo é, como é do conhecimento público, extremamente restrito.

“Epstein parece ter tido outro encontro marcado com Putin em 2014. Num e-mail para Epstein, o empresário japonês Joi Ito diz ao pedófilo que outro bilionário norte-americano chamado Reid Hoffman, cofundador do site LinkedIn, não pôde participar.
‘Olá Jeffrey’, escreve Ito. ‘Não consegui convencer Reid a mudar a sua agenda para se encontrar com Putin e consigo’. Não é claro se este encontro aconteceu.
Um e-mail subsequente enviado por Ito sugeriu que foi cancelado…”

É espantoso. Eis um encontro que parece que foi marcado com Putin com duas pessoas que não compareceram porque o suposto encontro nunca aconteceu.

A circunstância é ainda mais chocante porque se as evidências escasseiam para suportar esta narrativa, elas abundam no que diz respeito ao que Epstein realmente pensava do regime russo (planeando até, na sua megalomania tentacular, mudanças de regime em Moscovo), e são escancarada e escandalosamente óbvias no que diz respeito ao regime israelita, ligação que, essa sim, explica linearmente “porque é que Epstein parecia desfrutar de um estilo de vida ultra-rico, incompatível com a sua carreira como financeiro.”

Mas umas e outras são completamente ignoradas pelos desavergonhados apparatchiks que há muito se renderam ao sistemática serviço dos poderes instituídos.

 

 

Neste vergonhoso contexto será porém pertinente dizer isto: se a máquina de propaganda ocidental debita estes conteúdos de grosseira manufactura é porque há ainda muita gente que os enfia pela goela abaixo. As elites são culpadas dos seus pecados inomináveis, sim, mas as massas são também cúmplices dessa danação. Porque é preciso um ser humano ser muito, mas mesmo muito crédulo; muito, mas mesmo muito bovino; muito, mas mesmo muito estúpido; para engolir esta narrativa.

Têm e terão o que merecem: demónios em vez de líderes.