Um terrorista islâmico radical condenado, que planeou os ataques a um consulado britânico e a uma igreja anglicana, está a concorrer a um cargo político num dos enclaves étnicos de Inglaterra. Shahid Butt, activista muçulmano de 60 anos, procura um lugar no Conselho Municipal de Birmingham, na circunscrição de Sparkhill.

 

 

Butt foi detido em 1999 e, posteriormente, condenado a cinco anos de prisão por um tribunal iemenita, depois de ter sido considerado culpado de ajudar a formar um grupo armado que planeou ataques ao consulado, a uma igreja e a um hotel de propriedade suíça. Reportagens da época ligaram-no a um grupo jihadista islâmico acusado de raptar 16 turistas ocidentais em 1998. Durante a década de 1990, Butt também se juntou a uma brigada de combatentes estrangeiros islâmicos alinhada com o exército bósnio e esteve ligado a um notório gangue de Birmingham na década de 1980.

Agora a concorrer como candidato independente pró-Gaza no distrito de Sparkhill, onde se estima que 92% dos residentes não sejam brancos e 84% sejam muçulmanos, Butt incentivou os jovens islamitas a “trabalhar na academia e a aprender a lutar” em preparação para possíveis ataques terroristas, e disse numa recente participação num podcast:

“Não tomem os judeus ou os cristãos como vossos amigos e protectores… Fiquem com os muçulmanos e, para o bem ou para o mal, mantenham-se firmes.”

O vereador Russell Quirk, do Reform UK, disse que o passado de Butt deveria “desqualificá-lo de concorrer às eleições”. Representantes das vítimas da violência islamista também condenaram a candidatura do terrorista islâmico.

 

 

Este não é um caso isolado em que o Reino Unido estende a passadeira vermelha aos radicais. No mês passado, o primeiro-ministro Keir Starmer celebrou pessoalmente a libertação e o regresso do extremista britânico-egípcio Alaa Abd el-Fattah, que tem um historial de elogios a Osama bin Laden, negação do Holocausto e incitamento à violência contra os judeus e a polícia. Starmer classificou o regresso de el-Fattah como uma “prioridade máxima” para o seu governo.

A polémica em torno de Butt surge no meio de crescentes tensões comunitárias em toda a Grã-Bretanha, que vive claramente à beira de um ataque de nervos. Ou da guerra civil.