A Hungria vai realizar as próximas eleições parlamentares no dia 12 de Abril, segundo anunciou o Presidente Tamás Sulyok, preparando o terreno para uma disputa renhida que poderá alterar a trajectória política do país. A votação decorre num momento difícil para o primeiro-ministro Viktor Orbán, que está no poder desde 2010 e enfrenta agora o seu maior desafio dos últimos anos.

As sondagens de opinião independentes indicam que o partido nacional-populista Fidesz, de Orbán, está atrás do partido da oposição Tisza, liderado por Péter Magyar, um antigo membro do governo que está à frente de uma aliança que inclui praticamente todos os outros partidos do país, com o apoio activo da União Europeia (UE) e de outras entidades globalistas, com as organizações financiadas por George Soros a assumirem especial protagonismo.

 

 

Magyar ganhou apoio ao focar-se na estagnação económica e no elevado custo de vida — impulsionados em grande parte pela guerra que Bruxelas declarou ao governo conservador e pelo impacto inflacionista na Hungria da guerra na vizinha Ucrânia, sendo que Orbán há muito defende um acordo de paz em detrimento do apoio irrestrito à Ucrânia e da prejudicial e ineficaz guerra de sanções implementada pelo Ocidente contra a Rússia.

Orbán prometeu implementar novas reformas anti-corrupção e libertar milhares de milhões de euros em fundos da UE que permanecem congelados devido a alegadas preocupações com a independência judicial e o Estado de direito na Hungria, que a UE utiliza frequentemente como pretexto para punir o país por resistir a iniciativas como as quotas de migração implementadas em toda a Europa.

O actual primeiro-ministro húngaro descreveu a Hungria sob a sua liderança como uma “democracia iliberal”, dando prioridade à soberania nacional e aos valores conservadores e populistas em detrimento dos valores liberais globalistas. O seu partido, o Fidesz, está a retratar as próximas eleições como uma escolha crucial entre “estabilidade e caos”, acusando a oposição de servir os interesses da União Europeia e de tentar minar a soberania húngara. O partido no poder avisou ainda que o a coligação liderada por Magyar aumentaria os impostos e imporia medidas de austeridade caso fosse eleita.

Para além de transformar rapidamente a democracia húngara numa tirania unipartidária, como fazem todos os regimes globalistas.

O período oficial de campanha começa a 21 de Fevereiro, quando os partidos e candidatos poderão recolher assinaturas de eleitores e exibir materiais de campanha.

A eleição decorrerá num contexto de várias medidas políticas conservadoras do governo de Orbán, que a União Europeia tenta bloquear ou reverter. Por exemplo, no início deste ano, a Hungria aprovou uma emenda constitucional que permite às autoridades proteger as crianças da ideologia LGBT, proibindo eventos como as marchas do Orgulho, às quais as crianças são susceptíveis de serem expostas.

Orbán também atraiu a atenção internacional pela sua relação de proximidade com o presidente Donald J. Trump, sendo um dos poucos líderes mundiais a apoiar publicamente o líder do movimento “America First” antes das eleições de 2024. No final de 2025, Trump sugeriu que a Hungria poderia ser isenta das sanções americanas à energia russa, citando a forte dependência do país, sem litoral, do petróleo e gás russos por razões históricas e geográficas.

A Casa Branca parece estar a cumprir esse compromisso.