Depois de transformar a liberdade de expressão no fórum público num crime passível de prisão efectiva, Keir Starmer está agora decidido a terminar com o direito à privacidade dos cidadãos britânicos, visando as aplicações de mensagens com encriptação de ponta a ponta, como o WhatsApp e o iMessage.

Aquilo que os bifes dizem nas suas conversas privadas está prestes a tornar-se motivo para perseguição política e judicial, no Reino Unido.

E isto acontecerá “dentro de alguns meses”.

 

 

A secção 121 da orwelliana “Lei de Segurança Online”, aprovada pelos trabalhistas e pelos ditos Conservadores do parlamento britânico, concede à Ofcom, a pidesca autoridade governamental das comunicações, o poder de obrigar qualquer plataforma de mensagens a realizar “verificação do lado do cliente” — o que significa que as empresas prestadoras do serviço de mensagens encriptadas devem utilizar “tecnologia acreditada” para analisar as mensagens dos utilizadores em busca de conteúdo que o governo considere “nocivo”.

Como sempre, o fascismo vem mascarado de boas intenções, como o combate ao terrorismo e à pedofilia, mas como tem sido evidente nos últimos anos, todas os pretextos que o Estado britânico usa para exercer poder totalitário sobre as massas acabam na transparência dos seus verdadeiros motivos e as pessoas vão começar a ter a polícia a bater-lhes à porta por aquilo que escreveram em mensagens privadas sobre a imigração descontrolada e as suas nefastas consequências no tecido social e económico do país, o atraso mental do primeiro-ministro, a corrupção descaradas das elites britânicas, o decaimento woke dos serviços públicos e etc.

Todas as mensagens enviadas pelas plataformas de encriptação serão analisadas pelo Estado britânico. Não apenas as suspeitas ou as sinalizadas. Todas. Starmer está a transformar o telemóvel num equipamento de escuta do governo contra os cidadãos, em tempo real.

O governo tem vindo a trabalhar para tornar a criptografia irrelevante há anos; é por isso que a Apple retirou o seu serviço Advanced Data Protection do Reino Unido — porque a empresa se recusou a cumprir as exigências do estabelecimento britânico.

Este é um território sem precedentes no Reino unido e na Europa. O infeliz Lord Hanson of Flint — que é o responsável por esta terrível missão – definiu Abril de 2026 como data limite para a Ofcom “fazer valer estes poderes”.

A era das mensagens privadas serem realmente privadas está prestes a terminar no Reino Unido. E depois, por toda a Europa.

Porque aqueles que acham que as suas mensagens privadas devem permanecer privadas, são indesejáveis elementos de extrema-direita, supremacistas brancos, perigosos insurreccionistas, que constituem uma ameaça à democracia.

Paul Joseph Watson nem quer acreditar.