Uma famosa – ou infame – médica canadiana especializada em eutanásia terá auxiliado no suicídio de Kiano Vafaeian, um homem de 26 anos que sofria de depressão, apesar de o Canadá ainda não ter aberto a Assistência Médica para Morrer (MAID) a pessoas com doenças mentais básicas, circustância que vai ser legal no país apenas em 2027. Kiano Vafaeian faleceu esta semana, de acordo com uma publicação no Facebook de sua mãe, Margaret Marsilla, que denunciou a médica.

Na publicação, Marsilla observa:

“Há quatro anos, aqui em Ontário, conseguimos impedir a eutanásia e conseguir ajuda para ele. Ele estava vivo porque as pessoas intervieram quando ele estava vulnerável e incapaz de tomar uma decisão final e irreversível. Tragicamente, o sistema canadiano permitiu mais tarde, que algo muito diferente acontecesse em Vancouver, onde uma médica chamada DR. ELLEN WIEBE, também conhecida como DRA. MORTE #2, aprovou a sua morte com base em doença mental. As acções da Dra. Ellen Wiebe revelam um padrão de frieza e desrespeito pela vida humana vulnerável sobre o qual não posso mais ficar calada. Aquele sorriso assustador mostra o seu direito de tirar a vida das pessoas. Sem compaixão. Sem protecção. Sem esforço para salvar uma vida, apenas para acabar com ela”.

 

 

A Dra. Wiebe tornou-se bem conhecida no Canadá pelo seu entusiasmo pela MAID, alegando ter estado por trás da morte de pelo menos 400 pessoas. Ela também é uma abortista militante.

Kiano Vafaeian participou num documentário sobre a MAID em 2023, transmitido pela CBC, a emissora pública do Canadá, que questionava se a MAID era de fácil acesso e aprovação para os canadianos. Vafaeian disse ao entrevistador que já tinha tentado suicidar-se antes e afirmou que a MAID era “mais digna”.

O caso surge num momento em que o uso geral da MAID no Canadá continua a aumentar acentuadamente e é agora uma das principais causas de morte no país. Sob o jugo globalista, os canadianos são de tal forma saudáveis e felizes que procuram com cada vez maior intensidade os serviços de suicídio assistido patrocinados pelo estado e os carrascos não têm mãos a medir.

A Sociedade Canadiana de Pediatria chegou ao ponto de propor a eutanásia para crianças de todas as idades.

Analistas citados pelos críticos do programa estimam que, com base nas tendências actuais, o número acumulado de canadianos que morreram por suicídio assistido desde a legalização estará próximo dos 100.000. Médicos também alertaram que a demanda por avaliações de MAID aumentou, sobrecarregando a capacidade e levantando preocupações sobre se avaliações completas e competentes podem continuar a ser mantidas.

Outras preocupações éticas também surgiram em relação ao MAID e à prática de colecta de órgãos. Num caso, um canadiano de 38 anos com doença de Lou Gehrig foi eutanasiado e o seu coração foi posteriormente transplantado para um homem americano com insuficiência cardíaca congestiva. A Administração de Recursos e Serviços de Saúde (HRSA) — uma subagência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) — alertou anteriormente que alguns pacientes podem não ter sido legalmente declarados mortos antes do início dos procedimentos de colheita de órgãos.

No inferno em que se transformou o Canadá – um dos países mais ricos do mundo – o estado está a financiar a eutanásia de cidadãos saudáveis pelo facto de serem pobres.