O governo britânico está a preparar nova legislação que vai possibilitar a convocatória de veteranos até aos 65 anos de idade para o serviço militar, alargando a reserva estratégica do país, enquanto as autoridades alertam para as alegadas ameaças à segurança na Europa. De acordo com as regras actuais, os militares na reserva geralmente só podem ser mobilizados até aos 55 anos, mas o projecto-lei proposto para as Forças Armadas aumentaria este limite em uma década.

A medida surge numa altura em que o Exército Britânico atingiu um mínimo histórico de efectivos em mais de 200 anos, com pouco mais de 70 mil soldados a tempo inteiro e totalmente treinados. Os gestores de recursos humanos da defesa acreditam que o alargamento do grupo de ex-soldados elegíveis para convocatória irá facilitar a mobilização de dezenas de milhares de militares adicionais, se necessário. Até porque as Forças Armadas enfrentam desafios de recrutamento crescentes entre os jovens britânicos, que são cada vez mais compostos por filhos e netos de imigrantes (que naturalmente não estão disponíveis para defender uma nação que não é a deles), sendo que os nativos não encontram motivos para servir um Estado que os odeia e maltrata e humilha e empobrece, e que os persegue por crimes de opinião, nem razões válidas para ir morrer nas trincheiras da Ucrânia ou de qualquer outro local onde o regime Starmer decida desperdiçar as suas vidas.

 

 

O projecto-lei também reduziria o limite para a activação da reserva estratégica, incluindo “preparativos para a guerra”, alinhando-o com os critérios já utilizados para os reservistas. Altos responsáveis ​​da defesa e da segurança têm vindo a alertar cada vez mais para o aumento do risco de um grande conflito com a Rússia. O Ministro das Forças Armadas, Al Carns, afirmou que a guerra “já está a bater à porta da Europa”.

Paralelamente a estas mudanças, o governo atribuiu aproximadamente 250 milhões de dólares para modernizar os veículos blindados e adquirir novos equipamentos, como parte dos preparativos para uma possível missão de paz na Ucrânia. Os relatos dos meios de comunicação social sugerem que até 7.500 soldados britânicos poderão ser mobilizados caso seja alcançado um acordo de cessar-fogo entre Moscovo e Kiev, embora o Ministério da Defesa tenha afirmado que não foi tomada qualquer decisão final.

O cenário é completamente fictício, claro, já que a Rússia nunca permitiria a presença de tropas de países membros da NATO no território ucraniano. Essa foi precisamente uma das razões que levaram Moscovo a espoletar a operação militar no país vizinho.

A proposta de alargamento dos poderes de convocação surge numa altura em que a opinião pública britânica sobre a guerra e o serviço militar parece profundamente dividida. Pesquisas recentes mostram que quase metade dos britânicos afirma não estar disposta a lutar pelo país em nenhuma circunstância, e apenas uma minoria diz que pegaria em armas se a Grã-Bretanha estivesse em guerra.