Um novo estudo destaca o papel desproporcional dos estrangeiros nos crimes graves em Espanha, que tem apresentado um crescimento preocupante de violações, homicídios e outros crimes graves nos últimos cinco a seis anos.

 

O relatório do Observatório Demográfico CEU-CEFAS, intitulado “Demografia do Crime em Espanha”, examina a evolução da actividade criminosa em diversos grupos demográficos e áreas geográficas do país, e os investigadores alertam para o “crime importado” devido à imigração em massa.

Embora confirme o estatuto de Espanha como um dos países mais seguros do mundo em relação a crimes graves contra pessoas, o estudo destaca várias tendências referentes ao envolvimento de estrangeiros em actividades criminosas.

 

 

Algumas das principais conclusões indicam que os estrangeiros, que representam 31% da população prisional do país, cometem per capita mais 500% de violações e mais 414% de assassinatos do que os cidadãos espanhóis. As taxas mais elevadas observam-se entre os árabes e os latino-americanos, muitos deles oriundos de países da América do Sul conhecidos pelos seus elevadíssimos índices de criminalidade.

Embora o número de homicídios em Espanha esteja estável nos 300 por ano, tem-se registado um crescimento explosivo nas tentativas de homicídio. Entre 2019 e 2023, em apenas quatro anos, os casos de tentativa de homicídio quase duplicaram, passando de 836 para 1.507.

Em apenas cinco anos, os casos de violação também aumentaram 143%, passando de 2.2143 em 2019 para 5.206 em 2024.

Em muitas da províncias espanholas, as estatísticas criminais mostram uma representação excessiva de estrangeiros em crimes graves como a agressão sexual.

Espanha enfrenta também uma crise que envolve a ocupação ilegal de propriedade, com 170 mil casos registados entre 2010 e 2024. Dos detidos, 51,8% eram estrangeiros, um número que é 610% superior ao mesmo crime praticado por nativos.

Em casos de roubo com violência, os estrangeiros têm 440% mais de probabilidade de cometer este tipo de crime. Muitos destes casos foram notícia na comunicação social espanhola.

Os autores do estudo indicam que o envelhecimento da população espanhola deveria ter levado a uma diminuição das taxas de criminalidade, mas o fluxo de imigrantes, que atinge os 3,8 milhões por década, amplificou os números.

O relatório confirma um padrão consistente: os crimes violentos são predominantemente cometidos por homens jovens. Especificamente em relação à nacionalidade, o estudo indica que os estrangeiros apresentam taxas de criminalidade muito mais elevadas do que os espanhóis, particularmente para os crimes mais graves contra as pessoas, como o homicídio, a violação e o roubo. Esta sobre-representação é especialmente acentuada entre os indivíduos de origem africana e latino-americana.

O relatório introduz o conceito de “crime importado”, que inclui crimes violentos, crimes contra a propriedade, jihadismo, gangues e redes de tráfico de droga. O estudo analisa especificamente dois tipos de crimes.

O terrorismo jihadista tem sido associado à imigração muçulmana, predominantemente marroquina.

Ao mesmo tempo, os gangues representam uma ameaça crescente. Estas estão associadas a jovens imigrantes de língua espanhola, provenientes da América do Sul, de primeira e segunda geração, com uma forte presença em Madrid.

O estudo indica que o aumento da população imigrante — um saldo positivo de 3,8 milhões de pessoas na última década — fez subir os índices de crimes graves.

O relatório conclui apelando à regulamentação dos fluxos migratórios em Espanha e na Europa, citando a segurança pública como uma razão incontestável. Defende ainda o aumento dos recursos policiais e judiciais e penas mais severas para o aumento dos crimes, de forma a preservar os baixos índices de criminalidade em Espanha.