Quase 800 migrantes atravessaram o Canal da Mancha em pequenas embarcações no segundo fim de semana de Dezembro último, encerrando uma pausa de 28 dias nas chegadas devido às condições ambientais – a mais longa desde 2018. Dados governamentais mostram que 11 barcos que transportaram mais de 700 pessoas chegaram a Inglaterra a 13 de Dezembro, seguidos por outra embarcação a 14 de Dezembro. Isto elevou o número total de travessias em pequenas embarcações em 2025 para 40.081, em comparação com as 45.755 registadas no ano de pico de 2022.
As autoridades marítimas francesas informaram que vários embarques partiram no sábado, tendo sido reportados vários incidentes perigosos no mar. O Presidente da autoridade marítima francesa afirmou a este propósito:
“Dada a fragilidade estrutural dos barcos sistematicamente sobrecarregados, optou-se por não obrigar os migrantes a embarcar nos navios de resgate do Estado francês, para evitar colocar as suas vidas em risco em caso de naufrágio”.
No entanto, uma vez em águas territoriais britânicas, os migrantes que chegam em barcos são geralmente acolhidos em embarcações britânicas e transportados para Inglaterra sem incidentes, reforçando as suspeitas de que os franceses têm pouco interesse em impedi-los.
Uma porta-voz do Ministério do Interior britânico condenou as chegadas contínuas, admitindo que “o número de travessias em pequenas embarcações é vergonhoso e o povo britânico merece mais”, ao mesmo tempo que afirmou que o governo trabalhista do primeiro-ministro Sir Keir Starmer “está a tomar medidas”, e acrescentando:
“Removemos quase 50.000 pessoas que estavam aqui ilegalmente, e o nosso acordo histórico com os franceses significa que aqueles que chegam em pequenas embarcações estão agora a ser enviados de volta.”
Esta afirmação é falsa, claro. A maioria destas 50.000 remoções foi voluntária e não de migrantes que chegaram em barcos, já que o acordo de regresso “um entra, um sai” está a falhar completamente.
Dramatizando a crise migratória que se vive no país, o Reino Unido registou o maior crescimento do número de pedidos de asilo na Europa, com novos dados a revelarem um recorde de 108.000 pedidos em 2024 e 69.670 até Setembro de 2025.
Uma denunciante do Ministério do Interior britânico revelou que os imigrantes acusados de crimes sexuais estão a receber asilo nas ilhas britÂnicas e que os assistentes sociais estão a ser pressionados para aprovar cada vez mais requisições de asilo.
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