Numa iniciativa de inspiração orwelliana, o governo do Reino Unido lançou um jogo vídeo financiado pelos contribuintes que retrata cada adolescente que procure informação sobre as políticas de imigração governamentais como um potencial radical de extrema-direita.
O jogo “Pathways”, apoiado pelo programa antiterrorismo Prevent do Ministério do Interior, ameaça os jovens jogadores com encaminhamentos para especialistas antiterrorismo simplesmente por questionarem a imigração descontrolada ou participarem em debates online sobre a identidade britânica.
Esta distópica ferramenta de doutrinação parte do pressuposto de que os adolescentes estão a um clique errado da radicalização, equiparando as preocupações básicas sobre a competição por empregos ou habitação a grupos de ódio ilegais. É um ataque flagrante à liberdade de pensamento, concebido para sufocar a dissidência e impor narrativas globalistas nas escolas — expondo o controlo cada vez maior do Estado sobre as gerações mais jovens.
🚨INSIDIOUS: The UK government has developed a video game that INDOCTRINATES children by threatening to report them to counter-terrorism authorities for merely questioning mass migration or expressing concern about the erosion of British values. pic.twitter.com/YoEmqAOptd
— m o d e r n i t y (@ModernityNews) January 10, 2026
O jogo, desenvolvido pela Shout Out UK com financiamento da Prevent, tem como público-alvo jovens dos 11 aos 18 anos. Os jogadores controlam uma personagem chamada Charlie — usando pronomes neutros — através de situações quotidianas que rapidamente se transformam em alertas sobre o extremismo.
Por exemplo, depois de ter um desempenho inferior ao de um aluno negro, Charlie depara-se com uma escolha: aceitar a nota ou culpar os imigrantes por “roubarem empregos”. Optar pela segunda opção aumenta o índice de “extremismo” instalado no jogo.
Um dos cenários envolve um vídeo que afirma que “os homens muçulmanos estão a roubar os lugares dos veteranos britânicos em alojamentos de emergência” e que “o governo está a trair os britânicos brancos e precisamos de retomar o controlo do nosso país”. Interagir com o vídeo leva a uma enxurrada de “mensagens ideológicas nocivas”, com o jogo a afirmar:
“Infelizmente, Charlie não percebeu que alguns dos grupos com quem estava a interagir eram, na verdade, ilegais”.
Até mesmo a pesquisa de estatísticas de imigração online é retratada como uma porta de entrada para a radicalização fora-da-lei, bombardeando os jogadores com material sobre a “substituição” de pessoas brancas. Participar num protesto contra “as mudanças que a Grã-Bretanha sofreu nos últimos anos e a erosão dos valores britânicos” quase acaba em prisão, com a revelação de que a participação cívica “parece ser mais sobre racismo e anti-imigração do que sobre valores britânicos e homenagem a veteranos caídos em combate”.
Como relata o The Telegraph, as “más escolhas” dentro do jogo culminam em aconselhamento sonbre “pensamentos ideológicos” ou encaminhamento para o programa Prevent, com mentores que ensinam as “diferenças entre o certo e o errado na expressão de crenças políticas”.
📲 A state-funded computer game is warning teenagers that they risk being referred to a counter-terrorism programme if they question mass migration
Read the full story below https://t.co/prEftlFFId pic.twitter.com/eWdSjZyZzX
— The Telegraph (@Telegraph) January 9, 2026
Matteo Bergamini, fundador e CEO da Shout Out UK, defendeu o jogo, afirmando:
“Ensinar literacia mediática garante que todos os impactados pelos nossos programas saem com ferramentas e competências para a vida para se protegerem destas ameaças. O nosso jogo Pathways foi desenvolvido para um cenário local de ameaças, em colaboração com as autoridades locais e financiado pelo Ministério do Interior, para ensinar sobre o conceito de extremismo e radicalização e ilustrar o alcance dos perigos online e as rotas de radicalização.”
Um porta-voz do Ministério do Interior acrescentou:
“O programa Prevent desviou quase 6.000 pessoas de ideologias violentas, impedindo terroristas e mantendo o nosso país seguro. Fornecemos financiamento às autoridades locais para combater uma série de ameaças, incluindo o extremismo islâmico e a extrema-direita.”
O jogo foi lançado no contexto de um crescente escrutínio sobre o alcance excessivo do Prevent. O GB News destacou como o programa sinaliza agora as preocupações sobre a imigração em massa como uma “ideologia terrorista”, incluindo o “nacionalismo cultural”. As denúncias relacionadas com visões de direita atingiram os 19% em 2024, ultrapassando os casos de extremismo islâmico, apesar do foco do MI5 neste último, que representa 75% das ameaças reais.
Pathways is an interactive game designed for 11- to 18-year-old pupils and funded by Prevent, a Home Office programme for tackling extremism.
Young players are directed to help their in-game characters – a white teenage boy and girl – to avoid being reported for “extreme… pic.twitter.com/fUkUdYRr4P
— Sick Of It Media…..🇬🇧🇺🇸 (@SickOfItteo) January 9, 2026
Este não é um caso isolado do pensamento pedagógico do estabelecimento britânico. Como o Contra documentou na semana passada, um professor foi rotulado como uma ameaça terrorista por passar vídeos de Trump numa aula de política norte-americana. O educador relatou:
“Foi simplesmente aterrorizante; inacreditável. Estávamos a discutir as eleições americanas, Trump tinha acabado de ganhar e eu mostrei alguns vídeos da sua campanha. De repente, fui acusado de parcialidade. Um dos alunos disse que estava emocionalmente perturbado e alegou ter tido pesadelos”.
O Oficial Designado da Autoridade Local alertou que as suas opiniões “poderiam constituir um crime de ódio” e representavam um risco de “radicalização”.
Outro professor britânico foi despedido por ter dito a alunos muçulmanos que o Reino Unido era um país cristão.
Estes casos expõem a instrumentalização do programa Prevent pelo regime, direccionada contra as ideias conservadoras.
Existe também um terrível duplo critério em que as escolas doutrinam livremente as crianças com invenções descaradas, como a promoção de livros “de não-ficção” que afirmam que as pessoas negras construíram Stonehenge e foram essenciais noutros desenvolvimentos históricos, parte de um movimento “descolonizador” que insiste que a Grã-Bretanha era “um país negro durante mais de 7.000 anos antes da chegada dos brancos”.
A hipocrisia aprofunda-se com a ideologia de género radical a inundar as salas de aula. Os activistas trans da Stonewall estão a exigir que mais de 300 escolas abandonem termos como “rapazes e raparigas”, optando por linguagem neutra, casas de banho sem distinção de género e uniformes idênticos — tudo sob o pretexto de “inclusão”. As escolas que contribuem para o programa da Stonewall devem incorporar a propaganda LGBTQ+ em todo o currículo, ignorando as directrizes governamentais contra a promoção da “ideologia da identidade de género”.
Esta prática de envergonhar os professores enquadra-se numa tendência mais ampla e sinistra: a pressão do governo britânico para ensinar as crianças a “identificar conteúdos extremistas e desinformação” nas escolas, incorporando o “pensamento crítico” que se alinha de forma suspeita com as narrativas estabelecidas.
Sob o governo trabalhista, as crianças estão a ser doutrinadas contra “teorias da conspiração repugnantes” (leia-se, opiniões divergentes das narrativas governamentais), preparando a próxima geração para policiar o pensamento.
O líder da Reform UK, Nigel Farage, alertou a este propósito:
“Se os parâmetros estabelecidos forem dizer a todas as crianças que, se lerem uma publicação que questione o carbono zero e o aquecimento global, será conteúdo extremista e mentira; se lerem uma publicação que ouse questionar os níveis de imigração, legal ou ilegal, para a Grã-Bretanha, será extremista, então começamos a construir uma narrativa para uma geração futura que é fundamentalmente antidemocrática”.
Farage classificou o primeiro-ministro Keir Starmer como a “maior ameaça à liberdade de expressão” na história britânica.
Como alertou Elon Musk, o público britânico precisa de se unir e mobilizar para travar esta viragem rumo à tirania agora, antes que seja tarde demais.
ELON MUSK: “All of the people of Britain have to fight for the future. If this doesn’t happen, there won’t be a future. You have to fight.” pic.twitter.com/yKC8T2Euph
— DogeDesigner (@cb_doge) January 9, 2026
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