O físico de Harvard, Avi Loeb, revelou que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) “não confirmará nem negará a existência ou inexistência de registos” relacionados com o objecto interestelar 3I/ATLAS — que postula poder ser uma sonda alienígena ou até mesmo uma “nave-mãe”. Segundo Loeb, a resposta da CIA decorre de um pedido de acessoa informação (FOIA, na sigla em inglês) feito pelo ufólogo John Greenewald Jr., que procurava “quaisquer avaliações, relatórios ou comunicações mantidas pela Agência Central de Inteligência que façam referência ao 3I/ATLAS”.

De forma algo intrigante, a CIA, na sua resposta, afirmou que a própria existência ou inexistência de tais registos é actualmente classificada.

A este propósito Loeb escreveu:

“É surpreendente que esta informação seja tratada como sensível o suficiente para ser classificada pela CIA, dado que os funcionários da NASA afirmaram categoricamente numa conferência de imprensa a 19 de Novembro de 2025 que o 3I/ATLAS é definitivamente um cometa de origem natural. Se esta conclusão sempre foi clara para todos no governo e na academia — como os funcionários da NASA apresentaram —, porque é que a CIA trataria a possível existência de registos relacionados com um cometa natural como sensível o suficiente para ser classificada?”

Embora Loeb ainda reconheça que o 3I/ATLAS é muito provavelmente um cometa, detalha uma série de observações anómalas sobre o objecto que poderão indicar a sua natureza tecnológica.

“As características anómalas incluem a existência de um proeminente jacto anti-cauda dirigido ao Sol, tanto antes como depois do periélio; o alinhamento geométrico, a grande distância e com uma precisão de 8 graus entre o eixo de rotação do 3I/ATLAS  e a direcção solar; o alinhamento com uma precisão de 5 graus do plano orbital do 3I/ATLAS com o plano da eclíptica; bem como a predominância de níquel em relação ao ferro no gás expelido pelo 3I/ATLAS — que lembra as ligas de níquel produzidas industrialmente”.

O físico de Harvard acredita que a resposta da CIA se deve provavelmente ao desejo da agência de “verificar se o 3I/ATLAS não é um evento cisne negro, representando uma potencial ameaça para a sociedade, mesmo sendo um cometa”.

Entretanto, defende que as autoridades governamentais provavelmente incentivaram a NASA a apoiar a visão científica mais provável sobre a natureza do 3I/ATLAS, insistindo na teoria de que se trata de um cometa. Loeb afirma ainda que parece que o 3I/ATLAS é o primeiro objecto astronómico que as autoridades de inteligência dos EUA classificaram como pertinente no contexto da segurança nacional norte-americana.

Como o ContraCultura já documentou, a NASA criou um grupo coordenado que terá iniciado esforços para observar o 3I/ATLAS depois de ter sido detectado a emitir uma liga nunca antes observada em cometas e a exibir outros comportamentos anómalos. No entanto, o comportamento da agência espacial americana tem levantado suspeitas sobre a sua transparência e disponibilidade para oferecer ao público informação fiável sobre o objecto interestelar. Não deixa de ser irritante, por exemplo, que a NASA tente convencer-nos de que não é capaz de captar mais do que umas difusas e inescrutáveis imagens do 31/Atlas, enquanto astrónomos amadores com telescópios de supermercado conseguem fotos espectaculares do objecto interestelar.