Poucos meses depois de o presidente Donald Trump ter levantado pela primeira vez e ainda durante o seu primeiro mandato, a possibilidade de controlo dos EUA sobre a Gronelândia, vários bilionários do sistema globalista/transhumanista norte-americano começaram a investir seriamente nos activos da ilha.

Ronald Lauder, amigo pessoal de Trump e herdeiro da fortuna Estée Lauder, é creditado por despertar o interesse de Trump. Lauder é um associado de longa data do Presidente e um importante financiador do aparelho republicano/sionista, que já tinha sugerido que os EUA adquirissem a Gronelândia no final de 2018.

Mais tarde, Lauder investiu numa empresa de engarrafamento de água doce da Gronelândia, a Greenland Water Bank, que possui licença para extrair água mineral de Lyngmarkskilden.

O Water Bank é co-propriedade de Jørgen Wæver Johansen, presidente local do partido governante Siumut em Nuuk e marido da ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt. Josette Sheeran, ex-subsecretária de Estado de Condoleezza Rice e ex-vice-presidente do WEF, é presidente da empresa e do Greenland Investment Group.

Lauder também está envolvido nos esforços para desenvolver energia hidroeléctrica no maior lago da ilha, através do Greenland Development Partners, um consórcio com sede em Delaware que possui uma participação no Greenland Investment Group.

Outros grandes investidores têm como alvo minerais de terras raras essenciais para a electrónica. Jeff Bezos, Bill Gates e Michael Bloomberg apoiaram a Kobold Metals a partir de 2019 através da Breakthrough Energy Ventures, pouco depois de o interesse inicial de Trump ter surgido.

O objectivo da Breakthrough Energy é “acelerar a inovação em energia verde e construir as indústrias do futuro”.

Leia-se: colonizar os recursos do território e sugá-los até ao tutano, para benefício exclusivo do clube restrito dos magnatas globalistas.

Sam Altman contribuiu por meio de seu fundo de capital de risco Apollo Projects em 2022, enquanto Peter Thiel financiou a Praxis em 2021, uma startup que planeia uma cidade-estado de alta tecnologia com o objectivo de “restaurar a civilização ocidental”.

O simples facto de Peter Thiel estar envolvido num projecto de ambição utópica na Gronelândia devia assustar todos os 22.000 residentes da ilha gelada, porque o restauro da civilização ocidental, na versão do fundador da Palantir, é um triunfo do Estado corporativo e omnipotente, da vigilância digital e da destituição do elemento humano em favor da inteligência artificial.

A Praxis faz parte do Pronomos Capital, empreendimento que se tornou um pólo de financiamento de cidades experimentais, fundado por Patri Friedman – neto de Milton Friedman.

 

 

Fica assim explicado todo o contexto das declarações de intenção referentes à anexação da Gronelândia, que Trump tem proferido no seu segundo mandato e principalmente nas últimas semanas, e que têm deixando a Europa e a NATO à beira de um ataque esquizofrénico.

Têm menos que ver com geo-estratégia e segurança nacional do que com o capital e o poder dos seus amigos globalistas/transhumanistas.