Eis a prova provada de que os interesses sionistas enraizados nos Estados Unidos da América chegaram  a um cúmulo do ridículo.

No programa “Money Movers” da CNBC, Shlomo Kramer, cofundador da Cato Networks, que nem sequer é um cidadão americano, defendeu que as protecções da liberdade de expressão vigentes nos EUA, como a Primeira Emenda, deveriam ser restringidas para combater os desafios impostos pela inteligência artificial, pela circulação livre de pontos de vista e pela guerra cibernética.

Kramer afirmou cinicamente que a IA está a revolucionar a guerra cibernética e a minar as sociedades democráticas, ao mesmo tempo que dá vantagem aos regimes autoritários.

 

 

Kramer propôs que os governos assumam o controlo das plataformas de redes sociais, classificando a autenticidade dos utilizadores e regulando os seus discursos de acordo com essa classificação, afirmando:

“Precisamos de controlar as plataformas, todas as plataformas sociais. Precisamos de classificar a autenticidade de cada pessoa que se expressa online e controlar o que dizem, com base nessa classificação.”

Quando pressionado pela apresentadora da CNBC, Sara Eisen, Kramer confirmou que estava, de facto, a defender a regulamentação governamental da liberdade de expressão online:

“O governo deve fazê-lo, sim. E precisamos de educar as pessoas contra as mentiras.”

Leia-se: o governo americano deve censurar qualquer opinião que vá contra os interesses de Israel.

O infeliz semita enfatizou ainda a necessidade de os governos ocidentais desenvolverem programas avançados de ciberdefesa, baseados em inteligência artificial, para lidar com as ameaças em constante evolução representadas por estas tecnologias.

Acontece que a empresa que Kramer dirige, a Cato Networks, é uma espécie de aspirante a Palantir, ou seja: desenvolve tecnologias de IA e análise de base de dados para oferecer serviços de cibersegurança.

A lógica desta gente é sempre a mesma: cria a ameaça e depois usa-a para controlar o livre discurso. É espantoso.

As declarações de Kramer tornaram-se virais nas redes sociais, atraindo críticas dos defensores da liberdade de expressão. Mas a verdade é que essas críticas não encontram eco nas esferas de poder do regime Trump. Em Setembro deste ano, Pam Bondi, a Procuradora federal do regime Trump, ousou o que nem o regime Biden se atreveu a pronunciar, afirmando:

“Há liberdade de expressão e há discurso de ódio. E não há lugar para discurso de ódio, especialmente agora, especialmente depois do que aconteceu com Charlie, na nossa sociedade. Vamos certamente persegui-lo, e perseguir quem estiver a atacar alguém dessa forma.”

Dito como nem melhor diria Ursula von der Leyen, ou Keir Starmer.

Por outro lado, a actual administração fez questão de negociar com a China a venda de uma boa parte das acções do Tik Tok a Larry Ellison, cofundador da Oracle, que tem ligações profundas a Israel.

O acordo fez de Ellison o homem que, na prática, detém um controlo significativo sobre a entidade americana da plataforma, incluindo o seu algoritmo e moderação de conteúdos.

Ellison, um bilionário judeu-americano, é um proeminente defensor de Israel, frequentemente descrito como sionista no discurso público. Doou milhões a organizações como a Friends of the Israel Defense Forces (IDF), incluindo uma doação recorde de 16,6 milhões de dólares em 2017, e é um associado próximo do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Ou seja, o livre discurso de uma das maiores redes sociais do planeta está agora nas mãos de um homem que pensa exactamente como Shlomo Kramer.

A Primeira Emenda está sob ataque cerrado, nos EUA. A ver vamos se sobrevive.