Scott Adams, o criador do popular cartoon Dilbert, que na última década se tornou comentador político, faleceu aos 68 anos.

A ex-mulher, Shelly Adams, anunciou a sua morte nas redes sociais. No X, foi publicada uma mensagem final do cartoonista e pundit conservador, onde lemos:

“Se está a ler isto, as coisas não correram bem para mim. Tenho algumas coisas a dizer antes de partir. O meu corpo falhou antes do meu cérebro. Estou na plena posse das minhas faculdades mentais enquanto escrevo isto no dia 1 de Janeiro de 2026. Se tiver alguma dúvida sobre as minhas decisões em relação ao meu património, ou a qualquer outra coisa, saibam que estou livre de qualquer coacção ou influência indevida de qualquer tipo, juro.”

“Muitos dos meus amigos cristãos pediram-me para encontrar Jesus antes de partir. Não sou crente, mas devo admitir que a relação risco-benefício me parece muito atraente, por isso aqui vai. Aceito Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador e anseio por passar a eternidade com Ele. A questão de eu não ser crente será rapidamente resolvida se acordar no céu. Não precisarei de mais convencimento do que isso. Espero ainda ser elegível para entrar”.

 

 

O cartoonista foi vítima de um cancro na próstata.

Adams foi um apoiante de Donald J. Trump ainda antes das eleições de 2016, correndo um risco considerável para a sua carreira como cartoonista na imprensa corporativa.

O ContraCultura nem sempre alinhou com a sua visão do mundo e da América. Nem sempre concordou com as suas posições políticas. Mas Scott Adams, para além do seu génio como cartoonista, que era imenso, foi durante toda a sua vida um homem direito, um conservador sério, uma personalidade independente, como é hoje raro encontrar numa figura pública.

Que descanse em paz.

E que viva Dilbert, pela posteridade adentro.