Um professor de uma escola primária de Londres foi despedido depois de ter dito a alunos muçulmanos que o Reino Unido é um país cristão. O professor fez o comentário enquanto aplicava a política da escola, que determinava que as actividades religiosas islâmicas na instituição se restringissem a uma sala de oração designada. Segundo os relatos, explicou a um grupo de alunos que, como o Rei é o chefe da Igreja de Inglaterra, “a Grã-Bretanha ainda é um Estado cristão” e sugeriu que os alunos que desejassem total liberdade para as práticas islâmicas poderiam considerar uma escola islâmica nas proximidades.
A situação começou quando o professor encontrou vários meninos a lavar os pés nos lavatórios da casa de banho. Ao dirigir-se-lhes, falou sobre os valores britânicos de tolerância, embora tenha reiterado que “o Reino Unido é ainda um Estado cristão”. Os comentários desencadearam uma investigação de segurança, apesar de serem literalmente verdadeiros, dado que o juramento de coroação do Rei inclui um voto de “manter as Leis de Deus e a verdadeira profissão do Evangelho” e a Câmara dos Lordes inclui bispos anglicanos, entre outras disposições constitucionais que consagram o cristianismo como religião oficial.
O conselho local de protecção de menores concluiu que os comentários causaram “danos emocionais” às crianças envolvidas. A Polícia Metropolitana de Londres solicitou inicialmente que a sua equipa de combate ao abuso infantil investigasse o incidente como um possível crime de ódio, embora a investigação tenha sido posteriormente arquivada. O professor foi suspenso em Março de 2024 e, em Fevereiro de 2025, foi despedido por “conduta grave”.
Com o auxílio da União da Liberdade de Expressão (Free Speech Union), o professor está agora a processar a autoridade local. Lord Toby Young, director da organização, afirmou:
“Este professor perdeu o emprego e quase foi banido da profissão para sempre apenas por ter sublinhado a alunos muçulmanos que a religião oficial de Inglaterra é o anglicanismo. A situação chegou a um ponto crítico neste país se um professor pode ser considerado um risco para a segurança de uma criança por dizer algo que é inegavelmente verdadeiro.”
Dados recentes indicam que o cristianismo na Grã-Bretanha está a sofrer mudanças significativas, particularmente entre as gerações mais jovens. Segundo as pesquisas, um número crescente de jovens adultos está a regressar à igreja e, entre os cristãos, mais pessoas se identificam com a Igreja Católica do que com a Igreja Anglicana. A frequência entre os jovens dos 18 aos 24 anos aumentou consideravelmente, com as paróquias católicas, em particular, a apresentarem um crescimento notável.
Ainda assim, os cristãos estão, desde 2023, e pela primeira vez na história, em minoria em Inglaterra e no País de Gales, de acordo com estatísticas governamentais.
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