Retrato de Bill Clinton encontrado na residência de Manhattan de Jeffrey Epstein

 

O ex-Presidente norte-americano Bill Clinton e a sua mulher, a bruxa má do Ocidente, recusaram-se a cumprir uma intimação do Congresso que os obrigava a depor perante a Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga as actividades do pedófilo e financeiro suicidado Jeffrey Epstein. O depoimento estava marcado para terça e quarta-feira; no entanto, um advogado que representa os Clinton afirmou que nenhum dos dois compareceria perante a comissão da Câmara e argumentou que a intimação do Congresso é “legalmente inexequível”.

A recusa em testemunhar e a rejeição da intimação podem levar a uma acusação de desrespeito ao Congresso, no caso de uma eventual queixa criminal ao Departamento de Justiça.

 

 

Na carta dos advogados de Clinton ao presidente do Comité de Supervisão, James Comer (republicano do Kentucky), lê-se:

“O presidente e a secretária Clinton já forneceram ao Comité as informações limitadas que possuem sobre Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Fizeram-no de forma proactiva e voluntária, apesar de as intimações serem inválidas e legalmente inexequíveis, desligadas de um propósito legislativo válido, injustificadas por não procurarem informações pertinentes e uma violação sem precedentes da separação de poderes. A sua contínua insistência em que o ex-Presidente e a ex-Secretária de Estado possam ser compelidos a comparecer perante o Comité nestas circunstâncias, no entanto, leva-nos a um confronto legal prolongado e desnecessário que desvia a atenção do trabalho principal do Congresso em relação a este assunto, o qual, se conduzido com sinceridade, poderia ajudar a garantir que as vítimas do Sr. Epstein e da Sra. Maxwell recebam alguma medida de justiça pelos crimes perpetrados contra elas, ainda que tardiamente.”

O advogado dos Clinton cita a decisão Watkins do Supremo Tribunal, que afirma:

“Nenhuma investigação é um fim em si mesma; deve estar relacionada com, e contribuir para, uma tarefa legítima do Congresso”.

Os advogados argumentam que a investigação da Câmara não está relacionada com assuntos legislativos e, por isso, as intimações são inexequíveis.

No entanto, nem todos os membros da Comissão de Supervisão da Câmara concordam com a análise jurídica apresentada pelos advogados dos Clinton. O deputado Tim Burchett (republicano do Tennessee) declarou a este propósito:

“Espero que sejam feitas algumas acusações pelo Departamento de Justiça”.

Pode esperar sentado.

O Supremo Tribunal federal norte-americano já deixou claro que os ex-presidentes não gozam de imunidade total pelos seus actos, e a decisão Watkins, à primeira vista, parece destinada a aplicar-se a intimações do Congresso envolvendo membros actuais, e não ex-membros, dos poderes executivo e judicial, sugerindo que o argumento dos advogados de Bill e Hillary Clinton — nenhum dos quais ocupa actualmente um cargo público — é, no mínimo, forçado.

Mas dada a actual realidade norte-americana, é muito duvidoso que os Clinton enfrentem qualquer penalização por se estarem nas tintas para a intimação do Congresso.

Seja como for, se não têm nada a esconder, porquê correr o risco?

É público e factualmente demonstrável que Bill Clinton é uma das figuras mais mencionadas no escândalo Epstein, amigo íntimo do traficante de carne humana e uma das figuras públicas que mais viajou no seu jacto, o infame ‘Lolita Express’.