O resultado do esforço conjunto da CIA e da Mossad no Irão é, para já, de cerca de 2.000 mortos, entre forças de segurança e a oposição amotinada, que está a ser instrumentalizada no contexto de uma operação de mudança de regime de largo espectro, implementada por Washington e Telavive, e em que a sublevação popular é um dos vectores estratégicos.
O regime iraniano reconheceu pela primeira vez este número de mortos, durante mais de duas semanas de protestos e contra-protestos em todo o país. Porque, ao contrário da narrativa que está a ser vendida pela imprensa corporativa e pela imprensa que já foi independente e que agora é mais uma máquina de propaganda, têm ocorrido nos últimos dias no país gigantescas manifestações de apoio ao regime dos aitolás.
Massive nationwide demonstrations by the Iranian people in support of the Islamic Republic of Iran and in condemnation of the rioters. pic.twitter.com/JFaKplH5oT
— Angelo Giuliano 🇨🇭🇮🇹🔻🔻🔻 (@angeloinchina) January 13, 2026
⭕️BREAKING: Enormous Pro-Iranian Government Demonstrations
In cities across Iran, reports estimate millions are on the streets.
The demonstrators are condemning the Israeli-backed riots, killing of civilians & security forces & pledging allegiance to the State. pic.twitter.com/HyjKTV2ZdW
— In Context (@incontextmedia) January 12, 2026
A ‘Embaixada Virtual’ dos EUA em Teerão instruiu os americanos, em termos inequívocos, a “deixarem o Irão agora”, sublinhando que
“os cidadãos americanos devem esperar interrupções contínuas na internet, planear meios alternativos de comunicação e, se for seguro fazê-lo, considerar deixar o Irão por terra rumo à Arménia ou à Turquia”.
O César da federação americana, Donald J. Trump, que aproveitou também para espalhar a sua quota parte de desinformação, afirmando que o líder iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, podia estar a planear fugir do país, impôs uma tarifa de 25% sobre os países que ainda negoceiam com o Irão. Estará também a considerar ataques militares contra o regime, tendo anteriormente avisado que tomaria medidas caso o governo começasse a matar manifestantes.
Primeiro a CIA cria instabilidade e promove motins por todo o país. Depois, o regime reage. A seguir a Casa Branca sanciona e bombardeia. No fim, o Irão mergulhará num caos infernal. E tudo, a mando de Netanyahu.
According to reliable news after the involvement of foreign agencies in the Iranian riots was exposed, the Iranian armed forces allegedly began shooting protesters. #IranRevolution2026 #Iran #IranianRevolution2026 #IranDigitalBlackout pic.twitter.com/PfPSUAXLv9
— Muhammed Faisal (@Intl_Mediatior) January 11, 2026
BREAKING 🇮🇷🚨
The key leaders behind the riots, including Three (03) Afghan, Two (02) Indian and over a dozen Iranian nationals, were apprehended in a targeted operation carried out by the police Special Forces. #Iran #IranProtest https://t.co/iySr5mb5yv pic.twitter.com/7eK5dKChg4
— Schlangenjäger (@Shadowfox_11) January 11, 2026
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que a República Islâmica está “preparada para qualquer acção”, mas disposta a dialogar. As organizações de defesa dos direitos humanos reportaram milhares de detenções, estimando o grupo HRANA mais de 10.700 manifestantes presos. As imagens dos motins mostram intensos confrontos nas ruas, carros incendiados e estruturas danificadas.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, alvitrou que a liderança iraniana está a enfrentar os seus “últimos dias”. A União Europeia está a avaliar sanções adicionais contra figuras iranianas envolvidas na repressão dos motins. O bloco já tinha imposto medidas contra mais de 230 pessoas e organizações, incluindo elementos da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Mas em nome de que valores e de que ameaças é que o Ocidente está empenhado nesta perigosa manobra? Em que é que o regime iraniano, por draconiano e repressivo que seja, incomoda os cidadãos alemães ou americanos, ou portugueses ou eslovenos?
E porque é que os persas e os afegãos e os iraquianos e os sírios e os líbios e os somalis são um alvo a abater quando estão nos seus países, mas passam a santos intocáveis logo que transitam para a Europa ou para os Estados Unidos?
Não se percebe. Porque não é para perceber. É para destruir. A lógica globalista das elites políticas ocidentais é sempre a da destruição.
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