Aqui há uns dias o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, saiu-se com uma ideia esperta. Não estou a ironizar. É uma ideia mesmo esperta, que é esta: as políticas de imigração europeias, devastadoras do seu tecido demográfico, vão, a curto prazo, levar naturalmente à eleição de chefes de estado muçulmanos, e alguns, vão provavelmente ter ligações a organizações terroristas islâmicas. Como Sadiq Khan, o Mayor de Londres, por exemplo, mas com poder nacional. Ora, o Reino Unido e a França têm armas nucleares. Portanto, a prazo podemos ter islamitas com simpatias radicais aos comandos de arsenais nucleares europeus…
Lindo cenário, não é?
Mas há mais terror.
Nos EUA, Donald Trump decidiu que em 2027 o orçamento do Pentágono vai crescer para o valor aterrador de 1.5 triliões de dólares. Só para termos uma ideia comparativa, é praticamente o dobro do que foi em 2025.
O Pentágono é uma entidade inauditável, tendo chumbado as últimas sete auditorias às suas contas. Ou seja: ninguém sabe para onde é que vai o dinheiro nem como é gasto. Ainda assim, vai gastar muito mais do que alguma vez gastou. Depois, será necessário e premente dar uso ao investimento, certo? Quero eu dizer, terão que ser inventadas umas guerras jeitosas para dar vazão à grandeza e ao poderio e à tecnologia e isso tudo, não é? Se com meio trilião de dólares os americanos são capazes de semear a morte e o caos um pouco por todo o lado, imaginem com o triplo dessa massa.
Mas o problema fundamental que quero sublinhar é outro: o clube de fãs do actual regime pode defender esta aberração porque considera que Trump é uma espécie de S. Jorge de fato azul e gravata vermelha, e que o aumento monstruoso nas despesas militares não é grave porque as forças armadas americanas estão em “boas mãos”. Falha porém a seita num simples cálculo: em 2028 haverá eleições presidenciais. E nessa altura, quem sabe, pode muito bem acontecer que os americanos, sendo como são, elejam para comandante em chefe desse magnífico e todo poderoso Pentágono… Alexandria Ocasio-Cortez. Ou Kamala Harris. Ou aquele sujeito que é governador da Califórnia em vez de vendedor de automóveis em segunda mão.
Quero eu dizer com isto: na terceira década deste século é muito possível que um Mohamed jihadista tenha acesso ao botão nuclear francês, ou britânico, e que um radical de esquerda comande a maior e mais bem financiada força militar que o mundo já conheceu.
Imaginem as calamidades bíblicas que esta gente pode cometer, assim equipada.
Isto, se chegarmos inteiros a 2030, claro. O que não é nada certo.
Bom dia e boa sorte.
Paulo Hasse Paixão
Publisher . ContraCultura
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