O vice-presidente norte-americano J.D. Vance emitiu um alerta contundente sobre a eventualidade da imigração em massa descontrolada de povos originários de países de maioria muçulmana para a Europa poder colocar arsenais nucleares sob a influência de políticos islâmicos. Vance afirmou que o cenário representa um grave perigo para os interesses americanos.

Em entrevista à Unherd, Vance afirmou que as políticas de fronteiras abertas estão a corroer os alicerces culturais da Europa, podendo levar a consequências catastróficas para a segurança nacional dos EUA e dos seus aliados.

Vance enfatizou as profundas ligações dos Estados Unidos com a Europa, declarando:

“Temos laços culturais, religiosos e económicos muito maiores com a Europa do que com qualquer outro lugar do mundo. Esta é a natureza das coisas”.

Relacionando directamente a decadência moral e cultural inerente ao globalismo europeu com os riscos de segurança, referiu:

“Penso que há formas pelas quais a conversa moral se infiltra realmente nos interesses de segurança nacional dos Estados Unidos. A França e o Reino Unido possuem armas nucleares. Se permitirem ser dominados por ideias morais muito destrutivas, estarão a permitir que as armas nucleares caiam nas mãos de pessoas que podem causar danos muito, muito graves aos Estados Unidos.”

Vance destacou os avanços já alcançados por elementos radicais, como o mayor de Londres – Sadiq Khan – afirmando:

“Penso que há, por exemplo, pessoas alinhadas ou próximas do Islão que ocupam cargos nos países europeus neste momento. Talvez a um nível muito baixo, certo? Estão a ganhar eleições para presidente da câmara ou para cargos municipais. Mas não é inconcebível imaginar um cenário em que uma pessoa com visões próximas do Islão possa ter uma influência muito significativa numa potência nuclear europeia. Nos próximos cinco anos? Não. Mas daqui a 15 anos? Absolutamente. E isso representa uma ameaça muito directa para os Estados Unidos da América.”

O vice-presidente americano está carregado de razão e a sua projecção é absolutamente plausível. Omite no entanto circunstâncias análogas que ocorrem na federação que co-lidera, como a eleição de Mandani, um radical marxista/islamista para mayor da maior cidade americana: Nova Iorque. Ou como o caso do estado do Minnesota, em que a etnia somali condiciona significativamente o balanço eleitoral e a dinâmica política das instituições estaduais.

Analisando a trajectória actual da Europa, Vance criticou duramente as suas políticas de imigração que

“causaram uma reacção negativa significativa da população nativa. Penso que a Europa não tem uma boa noção de si própria agora, e isso reflecte-se em várias medidas de estagnação económica e cultural”.

Vance apelou à revitalização do ‘velho continente’, declarando: “

“Não estamos a tentar destruir a Aliança Europeia, não estamos a tentar dividir os europeus uns contra os outros. O que estamos realmente a tentar fazer em relação à Europa é incentivá-la a ser um pouco mais auto-suficiente. Penso que as suas políticas económicas produziram uma ampla estagnação continental.”

E acrescentou:

“Os Estados Unidos surgiram da civilização europeia. Somos fundamentalmente descendentes de muitas ideias europeias… É por isso que queremos uma Europa mais forte. Não queremos uma Europa mais fraca”.

Ao vislumbrar um futuro partilhado, Vance disse:

“Simplesmente penso que queremos que a Europa seja forte e vibrante. Quero que a Europa seja um lugar onde os americanos possam ir e visitar, onde haja intercâmbio cultural; europeus a frequentar universidades americanas; americanos a frequentar universidades europeias; onde os nossos militares lutem juntos, treinem juntos. Isto é impossível sem algum sentido de base cultural. Os Estados Unidos e a Europa têm isso, mas há o risco de isso se perder a longo prazo”.

 

 

Estas declarações surgem num contexto mais amplo do pensamento do vice-presidente, que alegadamentese opõe às agendas globalistas que minam os valores ocidentais. Na Estratégia de Segurança Nacional da administração Trump, a Europa foi apontada como ameaçada de “diluição civilizacional” através da censura e da imigração em massa.

Desde que assumiu o cargo, Vance tem-se manifestado veementemente sobre estes temas, incluindo um discurso em Fevereiro de 2025 na Conferência de Segurança de Munique, onde criticou duramente as ameaças internas como a repressão da liberdade de expressão na Grã-Bretanha e na Alemanha.

Ainda assim, há que entender estas palavras no seu contexto político: Vance está já a pensar na sua candidatura às presidenciais de 2028, posicionando-se como um líder do populismo americano, que tem sido escandalosamente traído por Donald Trump. Mas o próprio Vance deve a sua carreira política a globalistas/transhumanistas da pior espécie, do eixo Wall Street/Silicon Valley, como Peter Thiel.

Nesta terceira década do século XXI temos o dever moral de desconfiar de todos os políticos. Principalmente dos políticos que pretendem vampirizar os movimentos populistas, para depois de eleitos os traírem despudoradamente.

Se Vance fosse um populista sincero, já se tinha demitido do alto cargo que ocupa no vergonhoso e infame regime Trump.