As sociedades modernas partem do pressuposto de que a ciência já explicou as questões mais importantes sobre a realidade.
Que, com dados, computação e refinamento suficientes, as lacunas restantes acabarão por ser preenchidas.
Não é verdade e, nesta palestra, o professor Jiang Xueqin questiona o pressuposto.
Jiang defende que, embora a ciência moderna se destaque na descrição dos mecanismos, tem dificuldades em explicar fenómenos mais complexos como a própria consciência — o facto de a experiência, o pensamento e a percepção existirem. A neurociência pode mapear a actividade cerebral e identificar correlações, mas não consegue explicar onde as memórias são armazenadas, como surgem as ideias ou porque é que o pensamento parece unificado em vez de mecânico. O método científico será eficaz na organização do conhecimento, mas não descreve como a verdadeira intuição, a imaginação, a personalidade ou a criatividade realmente ocorrem.
Em vez de rejeitar a ciência, Jiang vira-se para os seus limites. Recorrendo à filosofia e à física moderna, explora a possibilidade de a consciência não ser simplesmente produzida pelo cérebro e de os seres humanos não serem observadores passivos da realidade, mas participantes activos da mesma. O que parece ser um problema técnico dentro da neurociência pode apontar para um mal-entendido mais profundo sobre a natureza da mente, do conhecimento e da própria realidade.
Este vídeo explora porque é que a consciência permanece inexplicada, onde é que os modelos materiais falham e o que significa levar a sério a ideia de que alguns aspectos da realidade não podem ser reduzidos apenas a mecanismos.
“A neurociência aponta claramente para a existência da alma.”
Corroborando os ensinamentos de Jiang Xueqin, o neurocirurgião pediátrico Dr. Michael Egnor, afirma nesta entrevista concedida ao canal American Thouyght Leaders:
“Os neurocientistas que se levantam e dizem ‘nós temos almas’ são raros. Mas quando se analisa cuidadosamente a neurociência — a melhor neurociência do último século — ela aponta claramente para a existência da alma e para a existência de aspectos da nossa mente que não têm origem no cérebro.”
Egnor começou por ser materialista e ateu. Mas, 40 anos e mais de 7.000 cirurgias cerebrais depois, concluiu que a razão e o livre-arbítrio não residem no cérebro. Nesta conversa, revela o que descobriu.
“A neurociência está fundamentalmente errada em muitos aspectos… por causa do enviesamento materialista presente nela. Não podemos livrar-nos desta analogia com as máquinas, mas não somos máquinas e não funcionamos como máquinas. E há evidências esmagadoras na neurociência da existência da alma”.
O Dr. Egnor é professor de neurocirurgia e pediatria na Universidade de Stony Brook e investigador sénior no Discovery Institute.
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