Um relatório da empresa de edição de vídeo Kapwing constatou que os vídeos de baixa qualidade gerados por IA, frequentemente descritos como Brain Rot (‘podridão cerebral’), estão a tornar-se uma parte significativa do ecossistema do YouTube, atraindo grandes audiências e gerando receitas substanciais. De acordo com o estudo, estes vídeos acumularam mais de 63 mil milhões de visualizações e geram uma receita estimada em 114 milhões de dólares anuais, com os investigadores a sugerirem que podem representar mais de 20% do conteúdo exibido nos feeds dos utilizadores.

A Kapwing analisou 15.000 dos canais mais populares do YouTube e identificou 278 que publicam exclusivamente material gerado por IA. Estes canais têm um alcance global e acumularam um grande número de seguidores. Os canais espanhóis que utilizam apenas IA atraem colectivamente cerca de 20 milhões de subscritores, enquanto os egípcios têm aproximadamente 18 milhões. Na Coreia do Sul, os canais de IA registaram 8,45 mil milhões de visualizações.

O conteúdo inclui frequentemente videoclipes de K-pop artificialmente fabricados, vídeos de animais criados por IA em loop e outros visuais repetitivos concebidos para maximizar o tempo de visualização. A Kapwing classificou o canal indiano Bandar Apna Dost como o canal exclusivamente de IA mais visto, com 2,4 mil milhões de visualizações e uma receita estimada em 3,9 milhões de dólares. Outro exemplo, o canal Pouty Frenchie, sediado em Singapura, apresenta vídeos de um buldogue destinados a crianças e pode gerar cerca de 3,8 milhões de dólares por ano.

Cerca de 20% dos conteúdos do Youtube são agora ‘podridão cerebral’ criada por Inteligência artificial.

Investigadores e especialistas em saúde mental manifestaram preocupação com os efeitos da exposição prolongada a este tipo de conteúdo. Emilie Owens, investigadora de media na Universidade de Oslo, afirmou que os jovens recorrem frequentemente a vídeos que causam “desconforto mental” como forma de escapar ao stress.

Eryk Salvaggio, investigador da Universidade de Cambridge, alertou que o conteúdo gerado por IA se dissemina facilmente e é geralmente concebido para provocar indignação. O Instituto Newport, uma organização americana de saúde mental, alertou que o consumo excessivo pode contribuir para perturbações comportamentais e prejudicar as capacidades cognitivas como a tomada de decisões e a resolução de problemas.

Um porta-voz do YouTube respondeu às conclusões com a costumeira salada de palavras:

“A IA generativa é uma ferramenta e, como qualquer ferramenta, pode ser utilizada para criar conteúdo de alta e baixa qualidade. Continuamos focados em ligar os nossos utilizadores a conteúdo de alta qualidade, independentemente da forma como foi produzido”.  

A empresa acrescentou que continua a aplicar as directrizes da comunidade e a remover vídeos que violam essas políticas.

O debate sobre o impacto da IA ​​vai para além dos vídeos online. As preocupações com a segurança nos mais altos níveis de desenvolvimento destes sistemas ​​foram destacadas por comentários atribuídos a um cientista da OpenAI que, reflectindo a ansiedade em relação à inteligência artificial geral, terá dito:

“Vamos definitivamente construir um bunker antes de lançarmos a IAG”, 

Outras pesquisas associaram os sistemas de preços baseados em IA a custos mais elevados de supermercado para os consumidores, enquanto processos judiciais e os grupos de defesa do consumidor alertaram para os riscos para a saúde mental do uso intensivo de chatbots de IA entre os adolescentes.

 

Uma nova forma de censura.

Agora que, nos Estados Unidos, já não está na moda censurar os cidadãos a torto e a direito pelas suas opiniões políticas (a não ser que se tratem de opiniões contrárias aos interesses sionistas, claro), a Google decidiu implementar uma nova forma de supressão do livre arbítrio e da diversidade de pontos de vista, talvez ainda mais sinistra: a promoção através do algoritmo do Youtube dos conteúdos fabricados com recurso a inteligência artificial, em detrimento dos criadores humanos.

 

 

Nesta decisão convergem três elementos chave da agenda globalista-transhumanista: a substituição do ser humano pela máquina, a injecção monumental de desinformação e conteúdos erráticos na web e o cancelamento da liberdade de expressão.

Silenciar, confundir e destituir as massas. Bingo.

E o remédio só pode ser radical: