Ano após ano, repete-se e intensifica-se o cenário dantesco na Europa, e o réveillon terminou em tragédia em cidades como Bruxelas, Paris, Amesterdão, Roterdão e Berlim.

Abundam nas redes sociais relatos de grupos de imigrantes a lançar fogo de artifício contra polícias, bombeiros, paramédicos e civis, transformando as ruas em campos de batalha caóticos.

 

 

Só na Holanda, duas pessoas morreram na sequência de acidentes com fogo de artifício, uma igreja histórica em Amesterdão foi destruída pelas chamas e a polícia classificou o sucedido como uma onda de “violência sem precedentes”, com os polícias a serem atingidos incessantemente.

Em Berlim os sindicatos alertaram para possíveis ataques a socorristas durante a tradicional e selvática passagem de ano. O aviso levou os moradores a trancarem as suas casas e a evitarem as festividades, estabelecendo um clima de medo e destruindo o sentimento de segurança nos seus próprios bairros.

Em França, não houve alertas que prevenissem o caos.

 

França em chamas: 125 detidos, 1123 carros incendiados, esquadras atacadas e confrontos generalizados.

Mais uma passagem de ano, mais uma noite de caos em França.

Enquanto o fogo de artifício iluminava o céu de Paris, os projécteis e o gás lacrimogéneo rebentavam nas ruas. Em apenas algumas horas, 125 pessoas foram detidas, dezenas de veículos foram incendiados e esquadras de polícia foram atacadas, não num qualquer país devastado pela guerra, mas no coração da União Europeia.

 

 

Isto não é normal. E fazer de conta que é, é um hábito perigoso.

Gás lacrimogéneo e fogo de artifício lançado contra a polícia de choque, esquadras atacadas, e ainda assim as autoridades minimizam a realidade: que partes de França se estão a transformar em zonas sem lei a cada fim de ano. Não são acidentes. Não são “incidentes isolados”. Mas um ritual anual de violência, repetido com sinistra regularidade, ano após ano.

 

 

O Ministro do Interior, Laurent Núñez, apelou à “tolerância zero”. Mas quando 90 mil polícias precisam de ser mobilizados apenas para manter a ordem durante uma noite, o que é que isto revela sobre o estado de uma nação?

O que acontece em França é um contínuo colapso da autoridade, da identidade nacional e do controlo do Estado. Uma república paralisada pelo medo: medo do confronto, medo de apontar as causas profundas, medo de fazer o necessário para repor a lei e a ordem.

A questão já não é se a França tem um problema. É se a França ainda tem vontade política, e vitalidade socail, para lhe sobreviver.