A economia dos EUA criou 64 mil empregos em Novembro, superando as previsões dos economistas, segundo novos dados do governo. No entanto, a taxa de desemprego subiu para 4,6%, marcando o nível mais elevado desde Setembro de 2021. Entretanto, os números de Outubro revelaram uma perda de 105.000 empregos, sinalizando desafios contínuos no mercado de trabalho norte-americano.

Os mais proeminentes economistas da federação tinham previsto um ganho de 40.000 empregos em Novembro, um número muito acima do que realmente sucedeu. O Departamento do Trabalho também reviu os números de crescimento do emprego para Agosto e Setembro, reduzindo-os a um total de 33.000. Os analistas atribuíram o fraco desempenho de Outubro, em parte, às ofertas federais de indemnização por despedimento voluntário.

A divulgação dos dados do emprego de Outubro e Novembro atrasou-se devido à paralisação do governo durante 43 dias, forçada pelos democratas no Senado. Durante o período de paralisação, os economistas recorreram a fontes alternativas, como a ADP, que reportou cortes de 32 mil empregos no sector privado em Novembro.

O presidente do Banco da Reserva Federal de Nova Iorque, John C. Williams, comentou o arrefecimento gradual do mercado de trabalho. afirmando:

“Devo sublinhar que este tem sido um processo contínuo e gradual, sem sinais de um aumento acentuado dos despedimentos ou outros indícios de deterioração rápida. Mas o crescimento do emprego tem sido anémico”.

Em Agosto deste ano, Donald Trump despediu Erika McEntarfer, a comissária do Bureau of Labor Statistics, porque não estava a gostar dos números do emprego que esta agência federal estava a divulgar. Mas os números de McEntarfer estavam correctos, como se constata pelos dados actuais. Quem é que o inquilino da Casa Branca vai despedir agora?

O regime Trump tem nas últimas semanas propagado números de crescimento económico positivos, mas a verdade é que esse crescimento está a enriquecer apenas as elites, com destaque para os senhores do universo de Wall Street, os transhumanistas de Silicon Valley e os falcões do complexo militar-industrial americano.

O proprio Trump admitiu recentemente que os números de investimento e aparente criação de riqueza que alegadamente está a produzir não beneficiaram ainda as massas.

Os ricos estão a ficar mais ricos, enquanto as classes mais desfavorecidas, ironicamente responsáveis pela reeleição do magnata de Queens, impactadas pela inflação e o desemprego, estão a ficar mais pobres.

Resta lembrar que o crescimento do emprego na população nativa norte-americana foi um dos pontos chave do discurso da campanha MAGA de 2024.