Resumo – Este estudo examina a mortalidade mensal e anual em Portugal ao longo de 11 anos, identificando padrões sazonais e tendências de longo prazo. Com dados detalhados de mortalidade por mês. Foram analisadas variações sazonais, picos anuais e possíveis correlações ambientais e demográficas, protocolos médicos massificados e políticas governamentais.
Palavras Chave – Variação, Mortalidade, Correlações
I. INTRODUÇÃO
A análise da mortalidade é um pilar fundamental da saúde pública, que oferece visões cruciais sobre a saúde de uma população, a eficácia das intervenções de saúde e as necessidades futuras de recursos. Estudar padrões de mortalidade ao longo do tempo e em diferentes contextos geográficos e temporais permite a identificação de tendências sazonais, picos de mortalidade relacionados com epidemias, condições sócio-económicas e/ou a avaliação de políticas de saúde pública e os seus impactos na sociedade.
Especificamente, os dados de mortalidade mensal e anual podem revelar variações significativas que são essenciais para o planeamento de serviços de saúde, como a alocação de pessoal médico, preparação para surtos de doenças, e a criação de campanhas de vacinação ou educação em saúde. Além disso, entender as flutuações na mortalidade pode ajudar a desvendar os efeitos de factores socioeconómicos, mudanças demográficas e ambientais, como o envelhecimento da população ou crises económicas.
Neste contexto, o presente estudo propõe-se a analisar dados de mortalidade em Portugal ao longo de um período de 11 anos, focando em padrões sazonais e anuais. Esta análise não só contribuirá para a compreensão da dinâmica da mortalidade no país, mas também vai fornecer uma base para comparações internacionais e para a formulação de políticas públicas mais eficazes e informadas.
II. MÉTODOS
A. Fonte dos dados
Obtivemos o número de óbitos a partir do Sistema Português de Certificação Electrónica de Óbito. Através da mortalidade diária nacional desde 01 de Janeiro de 2014 até 31 de Dezembro de 2024
B. Métodos de análise
Calculamos a Taxa de Mortalidade por Mês calculando a mortalidade geral considerando a mortalidade geral em território nacional e avaliando os períodos homólogos anuais.

Exemplo de aplicação:
Considerando a população total de Portugal para Janeiro de 2014, digamos que fosse P2014,Janeiro:
Deixamos desde já definido que para a nossa análise e não tendo havido relativa oscilação na população geral total em Portugal nos últimos 10 anos, a população nacional esteve relativamente estável nos 10 400 000 habitantes.
Este estudo utilizou dados disponíveis publicamente e todas as análises de dados foram conduzidas com factos relevantes ocorridos durante os espaços temporais analisados.
III. RESULTADOS
Ao analisar os resultados, no geral, verificamos que existe um grande impacto diferencial de mortalidade dos meses homólogos de 2019 para 2020 devido ao aparecimento da doença Sars-Cov-2 denominada COVID-19.
Destes dados podemos realmente verificar que houve um excesso de mortalidade de 11383 mortes de 2019 para 2020, havendo um número de mortes na ordem dos 10%, mas estes dados não justuficaram o decreto de declaração de pandemia por parte da OMS, mas sim o facto de que em Março de 2020 a doença Sars-Cov2 já estar disseminada por 143 países.
No ano de 2020, podemos verificar que efectivamente em Março e Abril, aquando a declaração da pandemia, se dá um aumento da mortalidade relativamente ao período homólogo referente a 2019.
Mais relevante é verificarmos que nos meses de Novembro de 2020 e Dezembro de 2020 o aumento da mortalidade em relação aos meses homólogos de 2019 é de 20 a 30%. E no mês de Janeiro de 2021 comparando com o mês de Janeiro de 2020, há um aumento de da mortalidade na ordem dos 60,42%. Começando a baixar em Fevereiro de 2021, mas ainda assim, o aumento homólogo é de 29,40%.
Facto também relevante são os dados da mortalidade elevada nos anos de 2021 e 2022, onde o excesso de mortalidade é notório com o máximo de mortalidade em 2021 de 125.236 mortes e em 2022 de 124.949, respectivamente. Dados estes que, nestes dois anos, comparando com a média anual do espaço temporal dos últimos 11 anos (115.750 mortes), ultrapassa largamente a média, na ordem de mais 9.000 mortes.
De notar que no ano de 2022, desde Janeiro a Julho, foram sempre ultrapassadas as 10 mil mortes mensais.
IV. DISCUSSÃO
Apresentamos à discussão alguns resultados relevantes sobre factos concretos que ocorreram numa perspectiva de espaço temporal dos acontecimentos e com comparações homólogas entre anos onde relevamos factores inovadores que não tenham ocorrido noutros anos e tenham ocorrido num período de espaço curto de tempo.
Assim sendo, apresentamos o quadro de óbitos neste espaço temporal de 11 anos.
De 2014 a 2019 nada de relevante ocorreu em Portugal sobre a mortalidade geral, tirando o facto que consideramos normais algumas ocorrências de variação sazonal elevada no Inverno de 2016/17 e no Inverno seguinte de 2017/2018 onde houve picos de mortalidade, mas que ocorrem todos os Invernos, no entanto nesses meses em concreto os números têm alguma revelância. Apesar disso, a mortalidade anual manteve-se relativamente estável entre os 110 mil óbitos (aproximadamente) atingindo um máximo de 113.590 em 2018.
1) Analisando o ano de 2020, ano de inicio da Covid-19, verificamos que houve na realidade um aumento da mortalidade, mas também houve erros de intervenção médica e manifestamente na gestão política como já comprovado no relatório da Comissão na Câmara dos representantes dos EUA[1] , que reporta todas as medidas tomadas durante a temporada Sars-Cov-2 que delimitamos aqui no espaço temporal entre 2020 e 2024.
2) Analisando factores de intervenção, verificamos que medidas como o uso de máscaras, que usadas durante largas horas, têm efeitos prejudiciais, ou como os confinamentos, que impediam que pessoas saíssem das suas casas e consumissem vitamina D da luz solar ou por exemplo limitando a sociabilização, que é, um dos factores de depressão, verificamos que medidas tomadas não tiveram base cientifica, mas sim política, conforme refere o relatório da Comissão na Câmara dos representantes dos EUA.
3) Avaliando especificamente as medidas tomadas pela DGS verificamos que algumas delas foram alteradas ao longo do tempo, o que é natural perante as adversidades, mas há determinadas medidas protocolares, que foram questionadas em estudos científicos [2].
i) Além disso, a bula do Veklury® (nome comercial do remdesivir) indica que, em estudos com animais, foi observada toxicidade renal grave. Embora o mecanismo dessa toxicidade não seja totalmente compreendido, a relevância para humanos não pode ser excluída. Facto este que a própria Direcção Geral de Saúde quis denotar que à data de 30 de Julho de 2020 e passo a citar documento oficial que entretanto foi removido (tivemos de recorrer ao arquivo) “Os pedidos de acesso para a utilização excepcional deste medicamento experimental devem ser submetidos à GILEAD, através de um portal criado para o efeito, pelo médico assistente do doente. À data, a empresa somente se encontra a fornecer medicamento para grávidas e menores de 18 anos. O Departamento Médico da Empresa, avalia cada pedido de forma individualizada”. [3]
ii) As dúvidas protocolares médicas sobre este medicamento e a sua aplicação directa no combate do Sars-Cov-2 grave em contexto de hospitalização foram bastante divulgadas por várias entidades médicas logo no ano de 2020; dúvidas que se vieram a confirmar, conforme 79 estudos de 1.242 cientistas e probelmas revelados por 202.845 pacientes a nível mundial, em 24 países. Os resultados são evidentes. Nenhuma melhoria significativa na meta-análise. Os resultados de mortalidade são piores com maior acompanhamento, o que pode reflectir a eficácia antiviral sendo compensada por efeitos colaterais do tratamento. Estudos mostram um risco significativamente aumentado de lesão renal aguda. [4]
iii) Não são acessíveis dados sobre as doses efectivamente dadas em contexto hospitalar (não foram disponibilizados pela DGS), mas existem dados de aquisição deste medicamento, aconselhado pela Comissão Europeia, contrato que resulta da assinatura entre a Comissão Europeia e o grupo farmacêutico Gilead Sciences, para o fornecimento de doses de tratamento de Veklury | Remdesivir (Resolução de Conselho de Ministros n.º 92/2020, de 31 de Outubro) [5] , um ajuste directo por parte da Direcção Geral de Saúde no valor de 19.458.000,00€ [6] . Este contrato, [6] refere que foram adquiridas 56.400 frascos de Veklury | Remdesivir, no espaço temporal de 3 meses, de Outubro de 2020 a Dezembro de 2020. Não tendo dados efectivos das doses administradas, mas sendo a primeira vez que se adquiriu um medicamento experimental para uma doença que era “nova” (Sars-Cov-2), na ordem dos 56.400 frascos, durante estes meses e o aumento exacerbado da mortalidade durante os meses de Novembro de 2020 e Fevereiro de 2021, poderá considerar-se a hipótese de erro protocolar médico no combate à Sars-Cov-2.
iv) Foi também confirmado o uso deste meidcamente no combate à Sars-Cov-2 através de notícia da RTP, que noticia que foram adquiridos 100 mil frascos.[7]
v) Facto que também não deixa de ser relevante é que, conforme o Tribunal Administrativo de Lisboa, os casos decretados como óbito por Sars-Cov-2 não eram identificados laboratorialmente e como em 148 deles não foram feitas autópsiaa, não se conseguiu apurar a causa do óbito [8]. Ora, se os doentes não morriam de Sars-Cov-2, muito provavelmente poderiam estar a morrer do tratamento.
4) Com a chegada dos inoculados experimentais com nano lípidos (designação científica) e com a massificação de duas doses na população em geral durante os meses de Janeiro de 2021 a Setembro de 2021, a mortalidade em Portugal foi a mais alta de sempre. No entanto, a sua eficácia sempre foi muito duvidosa e confirmado mais tarde que os inoculados experimentais não impediam a transmissibilidade, facto que se veio a confirmar no relatório da Agência Europeia do Medicamento e confirmado em conferência de imprensa do Parlamento Europeu [9].
Se analisarmos homologamente os meses do ano de 2020 e 2021, reparamos que no ano de aparecimento da Sars-Cov-2 e sem inoculados experimentais com nano lípidos de tecnologia mRNA, reparamos que o ano de 2021 a mortalidade ainda foi maior do que no ano de 2020, altura em que a mortalidade se entendia à luz das seguintes variáveis:
i) Ausência de imunidade prévia: A população não tem imunidade contra o novo vírus, resultando numa maior susceptibilidade à infecção.
ii) Falta de tratamentos específicos: No início, não existem tratamentos ou vacinas eficazes disponíveis.
iii) Sobrecarga dos sistemas de saúde: O aumento súbito de casos pode levar à saturação dos serviços de saúde, comprometendo a qualidade do atendimento.
Principalmente estes 3 factores dão a entender que, e conforme se confirma no relatório da Comissão na Câmara dos representantes dos USA[1] , os confinamentos, o distanciamento de segurança, as máscaras, a desinfecção e principalmente o uso de nano lípidos tóxicos injectáveis de produtos supostamente “seguros e eficazes”, todas estas medidas aplicadas no ano de 2021 tiveram um resultado prejudicial, que não foi diferente no ano de 2022, já que a mortalidade tornou a ultrapassar o ano de 2020, ano de início do aparecimento da Sars-Cov-2.
Este facto também se pode comprovar principalmente pelas terapias experimentais, designadas como “vacinas Covid com tecnologia mRNA”. De tal forma que as vacinas da AstraZeneca, (AZD1222, também conhecida como ChAdOx1 nCoV-19 ou Vaxzevria) e as vacinas da moderna (mRNA-1273, também conhecida como Spikevax) já foram retirados do mercado por clara evidência de reacções adversas aos inoculados experimentais.
Acresce o facto de já termos, desde de 30 de Abril de 2021, o relatório de reacções adversas da Pfizer-BioNTech (Comirnaty no caso das crianças). Este facto foi público e ordenado pelo juiz federal Mark Pittman do Texas para a sua publicação e divulgação, mostrando segundo um relatório[10] da própria Pfizer pode causar mais de 1.300 reacções adversas no corpo humano.
Estes pontos acima referidos podem demonstrar imensos procedimentos médicos graves, tanto no tratamento profiláctico, como no tratamento efectivo.
5) Existe a possibilidade do uso continuo de inoculações experimentais poder ser um dos factores do excesso de mortalidade em determinados espaços temporais. Senão vejamos: quando estes são usados de forma massiva e analisando a terceira dose (na generalidade dos casos), entre Dezembro de 2021 e Janeiro de 2022, verificamos que houve uma mortalidade constante acima dos 10 mil mortos. As 400 mil doses de inoculações experimentais, dadas em lares de idosos a pessoas com 80 ou mais anos (que a esta data continuavam a ser experimentais), iniciada a sua vacinação a 16 de Maio de 2022, poderá ter culminado com o Julho mais mortífero de sempre dos últimos 40 anos.
6) As práticas legislativas impostas ao longo de 3 anos, nomeadamente os certificados de vacinação, como norma política governamental, demonstrou-se totalmente extemporânea e sem qualquer base cientifica, esbarrando por completo com a Constituição da República Portuguesa.
Esta normativa legislativa causou grandes constrangimentos na livre circulação e no livre comércio, atirando pequenos e médios negócios para a falência e um aumento de desemprego, causando manifestamente depressão psicológica em muitos dos afectados por estas medidas.
7) Gráfico de Tendência – O gráfico abaixo ilustra a tendência projectada para 2025-2027, comparando a linha de projecção (baseada na tendência pré-pandemia) com as linhas constantes de 2014 e 2018. Os dados destacam como a mortalidade estimada pode evoluir ligeiramente acima dos níveis pré-pandemia.
ESTIMATIVAS DE MORTALIDADE PARA 2025-2027
Com base no estudo fornecido, que analisa a mortalidade anual em Portugal de 2014 a 2024 com uma população estável em cerca de 10.400.000 habitantes, realizamos projecções, através da regressão linear simples. O estudo destaca um excesso de mortalidade a partir de 2020, atribuído à COVID-19 e a intervenções médicas/políticas questionáveis (como uso de remdesivir e vacinas experimentais). Para as estimativas futuras, assumimos um retorno à tendência pré-pandemia (2014-2019), que mostra um leve aumento anual devido ao envelhecimento populacional, sem os impactos excepcionais pós-2020.
Projecção de tendência pré-pandemia: Ajuste linear aos dados de 2014-2019, estendendo para 2025-2027. Isto resulta em um aumento gradual: cerca de +1.400 mortes/ano.
• 2025: 122.094 mortes
• 2026: 123.492 mortes
• 2027: 124.890 mortes
Base constante 2014: Mantendo o nível de 105.217 mortes/ano (pré-pandemia inicial, sem ajuste por tendência).
Base constante 2018: Mantendo o nível de 113.590 mortes/ano (ano imediatamente anterior à pandemia, sem ajuste).
Essas estimativas assumem estabilidade populacional e ausência de novos eventos disruptivos. A projecção sugere um excesso de 8-11 mil mortes/ano em relação a 2018, reflectindo a tendência de envelhecimento observada pré-2020.
CONCLUSÃO
O estudo analisa a evolução das taxas de mortalidade em Portugal ao longo de uma década, de 2014 a 2024, com dados mensais e anuais apresentados em tabela detalhada. Os resultados indicam um aumento significativo na mortalidade a partir de 2020, atribuído principalmente ao surgimento da doença SARS-CoV-2 (COVID-19), que foi declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Março de 2020, mas também a práticas médicas inconsistentes ou manifestamente prejudiciais, conforme reporta o relatório do Congresso dos EUA [1].
Este estudo de interpretação crítica fornece evidências claras de um aumento na mortalidade associado ao aparecimento da COVID-19, faz referência às más práticas dentro do espaço temporal e afasta o argumento de que os números apresentados derivam da doença, sugerindo que resultam também de práticas dúbias preventivas e de tratamento efectivo.
Apesar de carecer de uma análise mais aprofundada sobre as causas específicas desse excesso de mortes, por exemplo, mortes directamente por COVID-19 versus mortes indirectas devido a interrupções no sistema de saúde, consegue-se verificar que muitas das más práticas políticas afectaram directamente a saúde dos portugueses. Além disso, a ausência de dados sobre a população total anual e a falta de explicações sobre a metodologia de normalização das taxas de mortalidade dificultam uma avaliação mais rigorosa.
NUNO PEREIRA
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REFERÊNCIAS
[1] Relatório da Comissão da Câmara dos representantes dos EUA
[2] Renal and Hepatic Toxicity Analysis of Remdesivir Formulations: Does What Is on the Inside Really Count?
[3] Normas DGS – COVID-19: FASE DE MITIGAÇÃO Abordagem do Doente com Suspeita ou Infeção por SARS-CoV-2
[4] Remdesivir for Covid-19
[5] Contrato Ajuste Directo Regime Geral Fornecimento de doses de tratamento de Veklury | Remdesivir
[6] Contrato de aquisição entre a Direcção Geral de Saúde e a Gilead
[7] Notícia RTP da aquisição de Remdesivir
[8] Sentença do Tribunal Administrativo de Circulo de Lisboa – Sentença Covid – Processo nº525/21.4BELSB
[9] Conferência de imprensa do Parlamento Europeu sobre a ineficácia das vacinas quanto à transmissibilidade e relatório.
[10] 5.3.6 CUMULATIVE ANALYSIS OF POST-AUTHORIZATION ADVERSE EVENT REPORTS OF PF-07302048 (BNT162B2) RECEIVED THROUGH 28-FEB-2021
[11] Covid-19. Mais de 400 mil idosos receberam segunda dose de reforço
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Nota: Estudo não revisto por pares.
Nuno Matos Pereira é licenciado em Sistemas de Informação e Multimédia, com PG em CID e ESP. SEO. Faz análise política e estudos sobre políticas globalistas e agenda 20/30. É coordenador distrital do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN). Pode segui-lo no X: @matospereiracom
As opiniões do autor não reflectem necessariamente a posição do ContraCultura.
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