Devotos católicos acendem velas e rezam em frente à Catedral do Sagrado Coração, em Nova Deli, por ocasião do Natal . Wikipedia

 

 

Um relatório recente divulgado pelo United Christian Forum aponta para um aumento preocupante da violência anticristã na Índia, com um crescimento de 500% de incidentes na última década. Só em 2025, foram registados 549 ataques, dos quais apenas 39 resultaram em investigações policiais, indicando uma taxa de impunidade de 93%.

Desde 2014, sob o governo do Partido Bharatiya Janata (BJP), o crescimento da ideologia Hindutva — efectivamente o nacionalismo hindu — levou a um clima político em que a violência contra os cristãos é frequentemente ignorada. O governo do BJP, liderado por Narendra Modi, assistiu impassível a esta intensificação da perseguição religiosa e à promulgação de leis anti-conversão em vários estados, que, segundo os críticos, são utilizadas para discriminar e hostilizar as minorias religiosas.

O relatório observa que 77% destes ataques estão concentrados em cinco estados, incluindo Uttar Pradesh e Chhattisgarh, afectando comunidades compostas principalmente por dalits — historicamente considerados “intocáveis” ou “párias”, etnias que estão na base hierárquica do sistema de castas da Índia — e que se converteram ao cristianismo. Estes grupos enfrentam perseguições significativas, incluindo espancamentos, incêndios em igrejas e exclusão social.

Em resposta à violência contínua, teve lugar um protesto em Nova Deli, a 29 de Novembro de 2025, organizado por grupos cristãos para exigir a protecção dos seus direitos e liberdades, alegadamente garantidos pela Constituição indiana. Cerca de 2.000 cristãos marcharam contra o aumento da violência dirreccionada às suas comunidades e destacaram a exclusão dos dalits cristãos dos programas sociais.

A Índia procura actualmente um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Nas negociações, é muito duvidoso que este assunto venha à baila, como deveria.

Os cristãos estão a ser agressiva e muitas vezes selvaticamente perseguidos por todo o mundo, com destaque para a China, a Nigéria, a Síria, Israel, o Líbano e a África do Sul.

Não surpreendentemente, a fé cristã está também sob ataque em países da esfera ocidental, como na Austrália, nos Estados Unidos e em toda a Europa.