Depois do ataque terrorista da praia de Bondi, na Austrália, a polícia está debaixo de fogo por inércia, ineficácia e cobardia na reacção ao incidente.

 

A testemunha Shmulik Scuri sugeriu que o terrível ataque de 20 minutos ocorrido no domingo, durante o evento Chanukah by the Sea na praia de Bondi, no qual dois homens armados abriram fogo sobre uma multidão de judeus, pode ter sido agravado pela aparente inércia dos polícias presentes no local, que inicialmente não responderam aos disparos.

“Durante 20 minutos. Dispararam, dispararam. Trocaram os carregadores. E só dispararam”, disse Scuri, que é israelita, aos jornalistas. E acrescentou: “Vinte minutos. estavam lá quatro polícias. Ninguém ripostou. Nada. Parecia que tinham congelado. Não percebo porquê”.

Os atacantes visaram homens, mulheres, crianças e idosos indiscriminadamente, segundo Scuri.

 

 

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, renovou a sua pressão para um maior controlo de armas após o ataque, apesar da perda de vidas – pelo menos em parte – se dever possivelmente à falta de acção policial nos momentos iniciais da resposta ao ataque.

Um dos atiradores foi desarmado não pela polícia australiana, mas, ironicamente, por um muçulmano, Ahmed al-Ahmed, proprietário de uma frutaria. O comerciante, desarmado, imobilizou um dos atiradores e arrancou-lhe a espingarda, interrompendo o ataque até que este se pudesse rearmar com outra arma de fogo. Foi atingido a tiro no processo.

Ainda assim, as autoridades australianas insistem em restringir ainda mais o porte de armas entre o público em geral. Mesmo quando a polícia parece incapaz de garantir a segurança dos cidadãos.

E há mais testemunhas que entretanto vieram a público acusar os agentes de cobardia e incompetência perante uma ameaça de fogo real.

 

 

O ataque fez 11 mortos, entre os quais o rabi Eli Schlanger, de 41 anos, nascido na Grã-Bretanha e sobrevivente do Holocausto, e uma menina. A polícia deteve posteriormente os atacantes, Naveed Akram, de 24 anos, e o seu pai, o imigrante paquistanês Sajid Akram. Foram encontrados engenhos explosivos improvisados ​​no seu veículo. Acredita-se que os dois homens juraram apoio ao Estado Islâmico (ISIS) antes do ataque.

 

 

Há também quem destaque o tempo que a polícia demorou a reagir, já que a esquadra de Bondi Beach se encontra a não mais que cinco minutos a pé do local da ocorrência e os agentes levaram uma eternidade a chegar ao local e outra eternidade a reagir ao ataque.

 

 

As autoridades confirmaram que um dos atiradores estava na lista de vigilância da Organização Australiana de Inteligência de Segurança (ASIO), mas não tinha sido classificado como uma ameaça imediata antes do ataque.

Paul Joseph Watson comenta, com a assertividade que lhe é característica, os acontecimentos de domingo, o comportamento da polícia e a reacção, infame, dos poderes instituídos na Austrália.